Produtores buscam capacitação na cadeia produtiva da minhocultura para diversificar produção

06/03/2018

Com o objetivo de capacitar pessoas para trabalharem na cadeia produtiva da minhocultura, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar/MT) oferece um treinamento com carga horária de 40 horas. Em Campinápolis, o presidente do Sindicato Rural, Joaquim José de Almeida realizou este treinamento para dar a oportunidade aos produtores de diversificar as atividades dentro da propriedade rural.

A minhocultura é um processo de reciclagem de resíduos orgânicos, ou seja, restos de alimentos, folhas e esterco, por meio da criação de minhocas com o intuito de produzir húmus, um excelente adubo para a atividade agrícola. O objetivo do treinamento ofertado pelo Senar/MT em parceria com o Sindicato Rural é mostrar como se cria as matrizes e se faz a produção de húmus para a comercialização. 

A instrutora credenciada junto ao Senar/MT, Tânia Regina conta que já realizou este treinamento nas cidades de Nova Xavantina, São Felix do Araguaia e Novo Santo Antônio. "É que nestes municípios há grandes rios e, com isso, a maior procura são por isca viva para a pesca".

Já em Campinápolis, o objetivo é outro. É a produção de húmus para ser comercializado como adubo. Tânia Regina acrescenta que o município tem grande potencial para o desenvolvimento desta cadeia produtiva. "Há mercado tanto para a comercialização das matrizes quanto para húmus".

Baltazar Borges de Oliveira é produtor rural, em Campinápolis, conta que sua principal renda vem do leite e da piscicultura. Ele  fez o treinamento de minhocultura para entrar no mercado, comercializar o húmus e melhorar a rentabilidade da propriedade. "Fiquei surpreso com as possibilidades de lucratividade desta cadeia produtiva".

O indígena Marcos Repta Awe, da Aldeia São José, etnia Xavante, localizada dentro da Reserva Parabubure, também participou do treinamento de minhocultura realizado em Campinápolis, e destaca que participou do treinamento em busca de conhecimento para ajudar no desenvolvimento da aldeia.

A capacitação é necessária tanto para quem está começando, quanto para aqueles que já atuam na área que é o caso de Paulo Cesar Mareze Junior. Ele cria minhocas há cinco anos, em Nova Xavantina e forneceu matrizes e casulos para o treinamento de minhocultura. "Capacitação é muito importante para quem pretende iniciar neste setor. Saber como fazer da maneira certa faz toda diferença na rentabilidade do negócio", enfatiza Mareze que atende grandes empresas e sua produção já ultrapassa as três toneladas de húmus por mês.

Assessoria de Comunicação Senar/MT