Mesmo demandada, profissão de seleiro é rara

05/07/2017

Pela primeira vez, dentro da parceria com o Clube do Galope de Turmalina, o SENAR Minas formou 22 pessoas com o curso de Seleiro. Foram 11 alunos da cidade de Leme do Prado, com o treinamento voltado para peças em couro, e mais 11 em Turmalina, com o conteúdo para peças trançadas em corda de seda e nylon.

Em 40 horas, os participantes conheceram técnicas sobre fabricação e conservação de peças trançadas em couro, seda e nylon. O curso foi ministrado pela administradora de empresa rural Ana Maria Angélico, que não economizou elogios ao evento. “Foi um curso muito bom, fizemos tudo que estava proposto no plano de aulas. Turma muito bem mobilizada”, destacou a instrutora. O resultado foi um rendimento de 100% de aprovação.

O curso de seleiro ensina fazer rédeas, cabrestos, cabeçada e chicotes, entre outros apetrechos para encilhar o animal, o que, segundo Dulcineia Cordeiro Rocha, mobilizadora e presidente do Clube do Galope, são de extrema importância. “Pelo fato de não conhecer, aqui na região, nenhum profissional que fabrica essas ferramentas para o animal, penso no resultado financeiro desse curso. Além de ser um ramo para ganhar dinheiro, é um meio das pessoas que lidam na atividade produzirem as suas próprias peças”, explicou.

O produtor e aluno do treinamento, Vicente Ferreira dos Santos (foto acima), 67 anos, por sua vez, também se mostrou satisfeito. Ele que já fabricava algumas peças para uso em sua criação, disse ter aprendido muito. “Saber é a melhor arma que o homem tem”, garantiu o aluno, ao exaltar o fato de ter aprendido a fazer charrua.  “Os cursos do Senar proporcionam aprendizado e todos ensinam mesmo, mas o de seleiro foi o que mais se sobressaiu”, afirmou Vicente, que também já participou de outros cursos do Senar Minas.

Assessoria de Comunicação do Sistema FAEMG/SENAR-MG
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