Mãe e filha aumentam produção de bolos no Rio Grande do Norte após cursos do SENAR

14/06/2017

As mulheres representam um papel importante, tanto na família como na sociedade, e no meio rural não é diferente. Cada vez mais elas estão conquistando o seu espaço e desenvolvendo ações de liderança no campo. Por meio do programa Com Licença Vou à Luta, realizado ano passado, moradoras do município de Caicó, no Rio Grande do Norte, Dona Marlene Pereira e a filha Ana Aline Morais, desenvolveram habilidades para empreender e ampliar o próprio negócio.

“Comecei vendendo os bolos em uma bicicleta. Após o curso, as coisas foram evoluindo, nos capacitamos, aprendi a controlar o que entra e o que sai e hoje a nossa produção aumentou bastante. Consegui comprar uma moto e outras oportunidades surgiram também por meio das vendas. Conheci outras mulheres empreendedoras e formamos uma cooperativa para unir forças em prol dos nossos objetivos”, comentou Ana Aline, boleira.

O modesto forno a lenha com espaço bem reduzido para as formas, deu lugar a uma cozinha novinha. Adequações necessárias para atender os clientes. Se antes mãe e filha vendiam de tudo um pouco, como doces e queijos, hoje elas focam a produção nos bolos. E a quantidade saltou de 50 para 130 quilos do produto por semana, em menos de seis meses.

“A gente vendia mais no sítio e na feira livre aos sábados. Depois do programa Com Licença Vou à Luta, aumentamos a nossa cozinha, conseguimos o alvará da vigilância sanitária e ampliamos as vendas para a Conab, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos, e também para as escolas públicas de Caicó”, comentou Dona Marlene.

Mas não parou por aí. O melhor de tudo é que elas não precisam mais comprar todos os ingredientes para fazer o bolo no mercado. Parte deles é produzido lá mesmo na fazenda, como ovos e o leite. Além disso, elas vendem galinhas e porcos. “Tudo isso é fruto da agricultura familiar. Esse é o melhor meio de sobrevivência, basta se planejar e a gente consegue tirar proveito em todas as áreas”, completou Ana Aline.

Com tanta dedicação e amor pelo o que fazem, a parceria das duas só tende a melhorar os negócios. Para elas, família por perto e trabalhar juntas acaba não só impulsionando a produção, como também estreitando os laços afetivos. “A minha filha é tudo para mim, ela que me incentivou desde o início a fazer esses cursos e se chegamos até aqui, foi muito mais pela garra dela”, finalizou Dona Marlene.

Assessoria de Comunicação do SENAR/RN
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