03 out 2018

V Encontro de Pesquisa e Inovação da Embrapa Agroenergia (V ENPI)

DATA: 09 de Outubro de 2018
LOCAL: Auditório da CNA em Brasília, DF

“Biotecnologia para aumento de produção e enfrentamento das mudanças climáticas” é o tema da 3ª Mesa Redonda do V Encontro de Pesquisa e Inovação da Embrapa Agroenergia (V ENPI), que acontece de 09 a 10 de outubro, no auditório da CNA em Brasília. Para debater essa temática serão ministradas por especialistas da área em três diferentes palestras.

A primeira palestra será feita pelo Pesquisador da Embrapa Soja, Alexandre Lima Nepomuceno, e tratará das “Novas ferramentas da moderna biotecnologia”. O pesquisador é graduado em Agronomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mestre em Fitotcnia também pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, doutor em Molecular Biology and Plant Physiology pela University of Arkansas e pós-doutor pelo Japan International Research Center for Agricultural Sciences – JIRCAS, em Tsukuba, no Japão. Tem experiência nas áreas de Fisiologia Vegetal, Biologia Molecular, Engenharia Genética e Edição de Genomas (sistemas CRISPR), Tolerância à Seca, obtenção e caracterização de plantas geneticamente modificadas e biossegurança de OGMs.

A segunda palestra, “Cana Energia: uma rival eficiente para o Petróleo”, será ministrada pelo professor titular do Instituto de Biologia da Unicamp, Gonçalo Amarante Pereira. O professor é graduado em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), mestre em Genética pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq)/USP, doutor em Genética Molecular pela Universidade de Düsseldorf, na Alemanha e pós-doutor pela USP. Sua área expertise abrange regulação gênica, biologia sintética e de sistemas e biotecnologia, atuando em projetos de bioenergia, fitopatologia e culturas agrícolas tropicais.

Por fim, a palestra “Estudo de Caso Pangeia Biotech”, ministrada pelo sócio-proprietário da startup Pangeia Biotech, é graduado em Agronomia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A startup PangeiaBiotech é parceira da Unidade no projeto “Produção de variedades comerciais de cana-de-açúcar transgênica para aumento da biomassa e da produção de etanol 1G e 2G a partir da transferência de genes que conferem resistência ao herbicida glifosato e a insetos-praga”. Também fazem parte dessa parceria a Embrapii e o Sebrae.

O pesquisador da Embrapa Agroenergia e coordenador da mesa redonda, Hugo Molina salienta que o  uso das novas ferramentas biotecnológicas no desenvolvimento de novos produtos e soluções para o Agronegócio serão chave para manter a competitividade brasileira, mantendo a geração de empregos e a base de nossa balança comercial.

Neste contexto, reforça Molinari “discutir e informar aos steakholders do agronegócio a importância do Brasil participar desta nova revolução que a genética vive no mundo é o que se espera destas apresentações”.

Veja a programação completa e faça sua inscrição no site www.embrapa.br/enpi2018. O Evento realizado pela Embrapa Agroenergia  tem apoio da CNA, Ceres, Denpasa, Ubrabio e o patrocínio da Gol Linhas Aéreas/Curcas, do Sinpaf e da FS Bioenergia.

Serviço:

Dias: 9 e 10 de outubro

Local: Sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

Endereço: Setor de Grandes Áreas Norte 601 Modulo K – Asa Norte, Brasília

Horário: Terça-feira (8h15 – 17h30)

Quarta-feira (8h30 – 16h50)


12 jul 2017

Biotecnologia mais próxima do produtor

Disseminar conhecimento sobre as boas práticas agronômicas e tecnologias Bt (resistente a insetos) é o foco do novo blog Biotecnologia no SENAR, criado a partir da parceria da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) com o Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB).

A biotecnologia reúne as tecnologias desenvolvidas para melhorar as características de plantas e microrganismos, com a finalidade de se produzir alimentos de forma mais eficiente. O novo ambiente virtual é direcionado a agricultores que convivem com a tecnologia no campo, principalmente sojicultores, produtores de milho e algodão.

Diretora-executiva do CIB, Adriana Brondani

A diretora-executiva do CIB, Adriana Brondani, explica que a parceria com o SENAR vai promover a inovação junto ao produtor rural para ajudá-lo a se adaptar aos diferentes desafios do campo. “A ideia é unir esforços e expertises do CIB e do SENAR para oferecer ao agricultor o que há de melhor em conteúdo informativo, com uma comunicação dinâmica, eficiente e de qualidade.”

O CIB é uma associação que trabalha a comunicação e projetos de educação sobre biotecnologia e seus impactos, aumentando a familiaridade de diversos setores da sociedade com o tema. A entidade coordena o programa Boas Práticas Agronômicas (BOAS), para engajar produtores de todo o Brasil na adoção de um conjunto de técnicas de manejo adequado da biotecnologia.

Técnico do SENAR, Rafael Diego Nascimento da Costa

Com o conteúdo do blog, que vai reunir entre outros materiais notícias, folders, videoaulas, vídeos técnicos e depoimentos, as entidades querem incentivar o produtor a adotar boas práticas no campo. “Uma vez que as boas práticas são aplicadas nas lavouras, o produtor rural conseguirá evitar perdas econômicas, diluir custos e, dessa forma, produzir mais alimentos dentro de uma mesma área, contribuindo para o aumento da receita”, observa o assessor técnico do SENAR, Rafael Diego Nascimento da Costa.

Segundo ele, a adoção torna-se mais fácil uma vez que a tecnologia já está traduzida em algo prático para o produtor. “Plantas resistentes a doenças e insetos são um exemplo de tecnologia que o produtor conhece, valoriza e interage dentro do seu dia a dia, de forma prática. Por isso, o importante é informá-lo como utilizar da forma correta e principalmente conscientizá-lo das outras alternativas existentes que garantem produtividade.”

Assessor técnico da Comissão de Grãos, Fibras e Oleaginosas da CNA, Alan Fabricio Malinski

“O desenvolvimento dessa parceria é resultado de um longo trabalho desenvolvido pela CNA, SENAR, CIB e Agrobio, com foco na longevidade das biotecnologias disponibilizadas aos produtores. Esse trabalho de informação e conscientização trará ganhos aos produtores e à indústria, pois os materiais geneticamente modificados expressarão seu potencial produtivo, garantindo retorno maior aos investimentos realizados pelo produtor rural” afirma Alan Fabricio Malinski, assessor técnico da Comissão de Grãos, Fibras e Oleaginosas da CNA.

Adriana Brondani esclarece que as principais estratégias sugeridas pelo CIB para o produtor adotar as boas práticas agronômicas são: dessecação antecipada, uso de sementes certificadas, tratamento de sementes, adoção de áreas de refúgio, controle de plantas daninhas e voluntárias e monitoramento de pragas. “Hoje, quem mais se beneficia da biotecnologia é de fato o agricultor. Para o CIB, pessoas bem informadas tomam melhores decisões, e a parceria com o SENAR permite justamente uma maior aproximação com os produtores.”

“As instituições estão alinhadas nas estratégias de educação e difusão de informações que buscam promover o desenvolvimento econômico e social do setor agropecuário, dando aos agricultores mais ferramentas para continuarem a produzir de forma ainda mais eficiente”, completa Rafael Nascimento da Costa.

Para conhecer o blog Biotecnologia no SENAR, acesse: http://www.senar.org.br/biotecnologianosenar/.

Assessoria de Comunicação do SENAR
(61) 2109-4128
www.senar.org.br/biotecnologianosenar
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26 jun 2017

SEMENTES CERTIFICADAS E TRATADAS SÃO CHAVE PARA ADOÇÃO DAS BOAS PRÁTICAS NO CAMPO

Se as lavouras fossem um carro, as sementes seriam o motor. É dentro delas que estão armazenadas as plantas que nos alimentam, vestem e abastecem. Por isso, para que as sementes expressem seu potencial máximo, é preciso que elas sejam bem selecionadas e passem por um manejo adequado.

No caso da seleção, a biotecnologia tem contribuído para o desenvolvimento de variedades cada vez mais resistentes e de melhor rendimento. Maior produtividade significa também menor área cultivada e menor necessidade de água para irrigação.

Entre as classes de sementes (genética, básica, registrada, fiscalizada e certificada) disponíveis no mercado, esta última traz benefícios como garantia de origem, segurança, maior qualidade, alta performance, inovação e retorno do investimento. Ela é resultado da multiplicação de sementes básicas, registradas ou certificadas por no máximo três gerações, e normalmente são destinadas ao plantio de grãos, como foco no aumento da produtividade e na resistência a doenças.

A certificação de sementes, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), é o processo que busca a produção delas mediante o controle de qualidade em todas as etapas, incluindo o conhecimento da origem genética e o controle de gerações (processo que permite saber o número de vezes que uma cultivar foi multiplicada). Assim, há segurança de plantar a variedade planejada, sem riscos de infestações e com a obtenção dos benefícios gerados pelo melhoramento genético.

O MAPA estimula o uso de sementes certificadas no Brasil, por meio de ações de fiscalização contra a pirataria na produção e na comercialização. De acordo com a coordenadora do BOAS e diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Adriana Brondani, o emprego de sementes piratas pode reduzir a produtividade da lavoura, além de elevar o risco de propagação de pragas e insetos. “A utilização de sementes ilegais também pode encarecer a produção, pois costuma demandar uma aplicação maior de defensivos químicos”, explica.

No âmbito do Manejo de Resistência de Insetos (MRI), a adoção de sementes certificadas com tecnologia Bt (resistente a insetos) é a primeira e mais importante decisão da safra. Essas sementes têm origem controlada, o que permite ao produtor ter segurança sobre a cultivar adquirida e suas qualidades.

Tratamento de sementes

As sementes para produção agrícola devem ser adquiridas de um produtor ou comerciante inscrito no Registro Nacional de Sementes (Renasem). E o tratamento delas consiste na aplicação de ingredientes químicos e/ou organismos biológicos, de forma a eliminar, controlar ou afastar patógenos, insetos e outras pragas. Essa prática ajuda no estabelecimento de plantas nas áreas de refúgio e serve como diferente modo de ação em áreas Bt, ainda na fase inicial de desenvolvimento da lavoura.

Entre os benefícios do tratamento de sementes, destacam-se a proteção obtida na fase inicial de desenvolvimento das pragas, o controle de amplo espectro dessas pragas e a manutenção do estande inicial da lavoura.

Tecnologias aplicadas à semente, como inoculantes, agentes de proteção a herbicidas, micronutrientes, reguladores de crescimento, revestimentos e corantes também podem ser considerados tratamento de sementes – que são destinadas exclusivamente para o plantio, e não para fins de alimentação humana ou animal.

A escolha correta do produto químico é essencial para o sucesso da operação. Recomenda-se utilizar produtos de amplo espectro, que garantam um controle eficiente do complexo de pragas inicial da cultura. Instruções e requisitos para o uso seguro desses compostos estão detalhados na bula. Para o manuseio seguro e transporte das sementes, já tratadas e embaladas, há informações nas etiquetas de identificação, a fim de manter a integridade delas até chegar à terra.

“Os bons resultados da lavoura devem começar pelas sementes certificadas, que têm alta qualidade, e pelo acompanhamento delas durante todo o processo de produção, desde a armazenagem até a entrega. Além disso, o tratamento protege esse ser vivo na ‘largada da corrida’, em busca do máximo potencial e da máxima produtividade”, afirma o engenheiro agrônomo e presidente do Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), Luiz Nery Ribas.

Leia mais sobre o assunto no Guia Abrasem de Boas Práticas de Tratamento de Sementes.


23 jun 2017

Listas de plantas exóticas vão agregar segurança científica à legislação de acesso à biodiversidade

A partir do dia 14 de junho de 2017, a Lei de Acesso ao Patrimônio Genético e ao Conhecimento Tradicional Associado (Lei nº 13.123, de 20 de maio de 2015) passou a contar com dois novos anexos, que vão contribuir para garantir a segurança jurídica da sua aplicação no Brasil. Os anexos, publicados na Instrução Normativa nº 23 relacionam as espécies de plantas exóticas (Anexo I) e as variedades introduzidas, mas que foram domesticadas no País e passaram a contar com características de adaptação que as diferem das originais (Anexo II). Os pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) participaram ativamente da elaboração dessas listas.

Foto: Claudio Bezerra

Segundo a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Vânia Rennó, as listas foram elaboradas com base em informações fornecidas pelos curadores de espécies vegetais que compõem o Portfólio de da Embrapa e encaminhadas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para publicação.

Ela explica que a publicação dessas listas representa um avanço na regulamentação da Lei nº 13.123. “Trata-se de uma iniciativa aguardada ansiosamente pelos pesquisadores, já que garantem a segurança jurídica na aplicação da legislação nacional, uma demanda antiga dos usuários no Conselho de Gestão do Patrimônio Genético – CGEN”, complementa.

Essas primeiras versões foram elaboradas a partir das espécies passíveis de proteção pelo Serviço Nacional de Proteção de Cultivares – SNPC e contempla as que são mais utilizadas na agricultura. O trabalho de avaliação continuará até a ampliação da lista para as mais de 4000 espécies registradas no Registro Nacional de Cultivares – RNC. Paralelamente, estão sendo elaboradas também listas de animais domésticos e de espécies aquáticas, com a participação dos curadores da Plataforma e de outros pesquisadores do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária – SNPA.

A ampla participação dos pesquisadores, em especial daqueles envolvidos na conservação de recursos genéticos, na elaboração dessas listas garante um resultado técnico que resultará em uma maior segurança jurídica para a pesquisa agrícola nacional.

Listas vão ajudar a diferenciar espécies nativas das exóticas e naturalizadas

Para a pesquisadora, “a ideia é que os novos anexos auxiliem a sociedade na interpretação da legislação. Uma das principais divergências na compreensão da Lei está relacionada à identificação das espécies que podem ser efetivamente consideradas como parte do patrimônio genético brasileiro”. Essas listas têm potencial para elucidar essa questão, já que descrevem as espécies exóticas (que não são nativas do Brasil) e as domesticadas, ou seja, que também foram introduzidas, mas adquiriram características diferentes das plantas originais pelos séculos de adaptação às condições climáticas nacionais.

Na agricultura, a pesquisa e a exploração econômica de espécies exóticas não estão sujeitas a cadastro no Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético – SisGen, gerido pelo Ministério do Meio Ambiente. Da mesma forma, a venda de sementes e mudas de espécies exóticas não gera a obrigação de repartição de benefícios, ou seja, não obriga ao pagamento de 1% da receita líquida anual obtida, diferentemente das espécies nativas

Outra questão que pode ser clareada com a publicação dos anexos é a que trata das espécies “naturalizadas”, que geram polêmica desde a instalação do CGen. A Lei determina que sejam indicadas as variedades que tenham adquirido propriedades características distintivas no Brasil. Assim, são necessárias evidências científicas de que uma variedade de espécie exótica se adaptou de tal forma à biodiversidade brasileira, que pode sobreviver por gerações sem a interveniência humana e em equilíbrio com o ecossistema. Além disso, apresenta características diferentes em decorrência da sua adaptação natural ao meio ambiente. A partir dessa comprovação, essa variedade pode ser considerada “naturalizada” e, portanto, afeta às regras nacionais de acesso e repartição de benefícios.

A Instrução Normativa nº 23, de 14 de junho de 2017, com as listas completas, está disponível no link.

Fernanda Diniz (MTb 4685/DF)
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

Telefone: (61) 3448-4768

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/


22 jun 2017

ALÉM DE PRESERVAR A BIOTECNOLOGIA, ADOÇÃO DE REFÚGIO PREMIA AGRICULTORES

Produtora de milho na região Maracaju, sudoeste de Mato Grosso do Sul, a família Busatto sempre adotou boas práticas agronômicas em suas lavouras. O agricultor Irineu Busatto reconhece, por exemplo, que a prática do refúgio em áreas plantadas com variedades resistentes a insetos (Bt) é fundamental para a preservação dessa tecnologia. Por esse motivo, quando os Busatto tomaram conhecimento de que o Programa Refúgio Compensa premiaria os produtores da cidade que comprassem sementes na proporção adequada para a adoção dessa prática, eles logo se engajaram na campanha.

O Refúgio Compensa é um programa de relacionamento que busca dar um incentivo a mais aos agricultores que plantarem 10% de sua área de milho com variedades não resistentes a insetos (não Bt). Além de contribuir para a sustentabilidade dessa inovação agrícola, o Programa permite o acúmulo de pontos que podem ser trocados por prêmios para quem adquirir sementes na proporção de nove sacos de milho Bt para um não Bt.  “Como a gente sempre plantou refúgio, é lógico que ficou satisfeito ao saber que essa prática poderia trazer outros benefícios”, afirma Irineu.

O também agricultor Eduardo Busatto, filho de Irineu, foi quem coordenou a participação de toda a família no Programa. Reuniu as informações das compras de sementes do pai, do tio e as suas próprias em um único cadastro. “Li o regulamento pelo menos três vezes e acompanhei diariamente o envio das notas fiscais para garantir que estava tudo certo”, revela Eduardo.  Esse esforço buscava, além do acúmulo de pontos, a participação no sorteio de uma caminhonete Hilux zero quilômetro, o grande prêmio.

O agricultor que levaria o veículo para casa foi conhecido no jantar especial de encerramento do Programa, realizado no Sindicato Rural de Maracaju, na noite da última terça-feira, 20 de junho. O presidente do Sindicato, Juliano Schmaedecke, fez a abertura e foi categórico ao dizer que, sem a adoção de refúgio, os produtores perderão os benefícios que essa tecnologia traz. A mesma avaliação foi compartilhada pela coordenadora do programa de educação e comunicação Boas Práticas Agronômicas (BOAS), Adriana Brondani. “É uma armadilha pensarmos que uma nova planta Bt será desenvolvida no curto prazo; não há novas proteínas inseticidas sendo inseridas em soja, milho e algodão”, destacou. Para ela, se perdermos as tecnologias que estão hoje no campo, haverá retrocesso na produtividade e no manejo.

Coube a Schmaedeke a responsabilidade de sortear o ganhador da caminhonete. Quando o presidente do Sindicato anunciou Ivoacir Busatto, irmão de Irineu e tio de Eduardo, como o sortudo da noite, a família inteira comemorou. Na ocasião, o jovem Eduardo recebeu as chaves do carro e declarou: “O refúgio compensa!”.

O Programa foi encerrado no dia 30 de abril, porém, para os agricultores já cadastrados, ainda é possível trocar os pontos acumulados por prêmios, até o dia 31 de julho.


19 jun 2017

TRANSGENIA É A TECNOLOGIA MAIS RAPIDAMENTE ADOTADA NA AGRICULTURA MODERNA

A crescente adoção de sementes geneticamente modificadas em todo o mundo é reflexo da eficiência tecnológica, especialmente no controle de pragas nas plantações. De acordo com o relatório de 2017 do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA), a transgenia é a tecnologia mais rapidamente adotada na história da agricultura moderna.

Em 1996, quando os organismos geneticamente modificados (OGM) foram cultivados pela primeira vez no mundo, a área plantada era de 1,7 milhão de hectares. Apenas duas décadas depois, o total já havia batido a marca de 185,1 mi/ha.

O Brasil lidera esse aumento na aplicação da biotecnologia. Em 2016, o País cultivou 49,1 milhões de hectares de soja, milho e algodão transgênicos, um crescimento de 11% em relação ao ano anterior, ou o equivalente a 4,9 milhões de hectares a mais.

Apesar da alta adesão, muita gente ainda tem dúvida sobre como um transgênico é produzido. Trata-se de um organismo que recebeu parte do material genético (um ou mais genes) de outra espécie para obter características de interesse do doador, como tolerância a herbicidas e resistência a insetos. Quando uma característica de interesse é identificada, os cientistas isolam o gene responsável por sua expressão. Depois, por meio de técnicas de engenharia genética, ele é inserido no organismo que será modificado.


19 jun 2017

CAMPEÃO EM PRODUTIVIDADE DE SOJA É EXEMPLO DE BOAS PRÁTICAS AGRONÔMICAS

O maior produtor nacional de soja em área irrigada do País é do interior paulista e segue os passos do pai, que iniciou seu negócio há 30 anos, com pecuária, e depois migrou para a agricultura. O engenheiro mecânico com pós-graduação em administração de empresas Octaviano Themudo Camargo Silva, filho de Octaviano Raymundo Camargo Silva (foto acima), é responsável pela Fazenda Siriema do Lago, em Bernardino de Campos (SP), a cerca de 350 quilômetros da capital. Na propriedade de 900 hectares, 65% deles irrigados, ele dá exemplo de boas práticas agronômicas.

O produtor obteve, na safra 2016/2017, 106,4 sacas de soja por hectare, feito que lhe rendeu um troféu e o reconhecimento público no Fórum Nacional de Máxima Produtividade, promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) no dia 13 de junho, em Passo Fundo (RS). A média geral da fazenda ficou em 83,5 sacas por hectare. E o resultado foi obtido em parceria com o consultor e engenheiro agrônomo Antonio Luiz Fancelli, que foi uma vez por mês ao local para monitorá-lo e propor os ajustes necessários ao solo e à lavoura.

“A área se desenvolveu superbem, não fizemos nada fora do comum. Buscamos sementes mais graúdas [a utilizada foi uma Bt, resistente a insetos], fizemos correções de solo e monitoramento de plantas daninhas, doenças foliares e pragas como percevejos. Ao lado, plantamos um refúgio não Bt, com resistência ao glifosato”, detalha Octaviano, que optou pelo plantio direto em área irrigada por uma questão de estabilidade. “Assim temos mais safras por ano”, explica ele, que vive e trabalha em uma região alagada e de bastante agricultura, cheia de represas e riachos.

A semeadura da soja ocorreu em setembro de 2016 e a colheita, em fevereiro deste ano. Depois disso, os produtores plantaram milho e, agora, virá a soja outra vez. Desde 2000, Octaviano pai e filho rotacionam a lavoura, na época com batata, milho e feijão. A partir de 2004, entrou o trigo; em 2012, a cevada; e então veio a soja. De vez em quando, eles ainda cultivam batata e tomate, que enriquecem o solo com nutrientes.

“Nosso resultado é um conjunto de fatores e parcerias. Trabalhamos com as características do nosso solo, fazemos compactação. O maior desafio hoje é primar pela técnica, mas pensando em um ciclo a longo prazo, com rotação para manutenção da terra. São necessários um bom manejo, uma boa distribuição de plantas, pulverizações, fungicidas e tratamentos na hora certa, principalmente de forma preventiva. Funcionários engajados e dedicados também são essenciais. E uma colheita bem feita é fundamental para evitar perdas no campo”, destaca Octaviano filho.

Na opinião dele, os principais desafios para a adoção das boas práticas agronômicas são: alto custo, falta de opções de sementes para fazer refúgio, principalmente no cultivo de milho; orientações técnicas confusas e falta estímulo por parte das empresas.

DESAFIO NACIONAL

O presidente do CESB, Luiz Nery Ribas, afirma que, em nove edições do Desafio Nacional de Máxima Produtividade, tem sido possível acompanhar a evolução tanto no número de inscrições (que saltaram de 140 para 5.500) quanto nos resultados, com maior inovação tecnológica, novos cultivares e diversos fatores que, convergentes, chegam à máxima produtividade.

“É muito importante para o Brasil que haja um desafio aos produtores. É uma forma de provocá-los, de estimulá-los e de desafiar sua área comercial, para que eles tenham renda e resultados efetivos”, avalia.

Segundo Ribas, nada acontece por acaso de uma safra para outra, nem de um ano para outro. “A produtividade é trabalhada e construída com tempo, planejamento, organização, histórico da área e uso da ciência”, finaliza.


28 mar 2017

Pesquisa no campo

O Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) realizou uma pesquisa com 1250 produtores rurais para traçar um cenário sobre o entendimento dos agricultores em relação às tecnologias mais adotadas na cultura da soja e milho e, identificar como eles percebem o tema de preservação das mesmas no campo.

Entre os resultados obtidos, o CIB chama atenção para o fato de que, embora mais de 90% dos produtores reconheçam a importância de tecnologias de resistência a insetos e tolerância a herbicidas, apenas 60% deles sabem que pode demorar até 15 anos para desenvolver e lançar uma nova biotecnologia.

Outro dado mostrado pela pesquisa é que um número significativo de produtores ainda não realiza passos importantes do manejo. Quando perguntados sobre as práticas que adotam para preservar as biotecnologias e os químicos que utilizam nas lavouras, apenas 38% responderam que realizam rotação de mecanismos de ação e 43% adotam o refúgio.

Os resultados dessa pesquisa revelam que é preciso promover as boas práticas agrícolas junto aos produtores. É fundamental que o produtor perceba que a adoção de qualquer tecnologia no campo exige que ele adote medidas para aumentar a longevidade dos produtos.

As informações dessa pesquisa foram colhidas em diversas cidades produtoras durante ações do programa Boas Práticas Agronômicas, iniciativa do CIB para levar informações técnicas aos produtores que utilizam biotecnologia.


27 mar 2017

A Biotecnologia na Agricultura

A diretora executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Adriana Brondani, realizou uma palestra para cerca de 30 futuros diplomatas do Instituto Rio Branco, na Sede do Sistema CNA/SENAR, durante a 2ª edição do programa Diplomatas no Campo. O destaque foi para a importância das pesquisas e o desenvolvimento de tecnologias para agricultura brasileira.


27 dez 2016

SENAR E CIB firmam parceria

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O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR e o Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) firmaram parceria para Difundir as BOAS PRÁTICAS AGRONÔMICAS relacionadas à preservação da biotecnologia das sementes com resistência a insetos, visando o aprimoramento da produção agrícola no Brasil.

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