Agricultura de precisão

SENAR

A partir de 2016, as capacitações em Agricultura de Precisão para Formação de Instrutores realizadas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) passarão a ser organizadas nas quatro etapas de produção – plantio, distribuição, pulverização e colheita -, conforme as demandas específicas das regiões produtoras. Antes, os treinamentos eram promovidos de maneira geral, abordando temas variados sobre as tecnologias e máquinas.

O Programa Nacional de Agricultura de Precisão do SENAR atua em duas frentes: na capacitação de instrutores dos Estados em parceria com empresas de máquinas agrícolas e entidades de pesquisa e na capacitação de produtores rurais e operadores de máquinas de precisão.
Os primeiros cursos foram realizados em outubro e agosto em parceria com a empresa John Deere. Em Ribeirão Preto (SP) ocorreu uma capacitação em colhedora de cana-de-açúcar. Mato Grosso recebeu uma turma de colhedora de algodão, enquanto outra, sobre colhedora de grãos, foi realizada em Goiás. No total, 36 instrutores de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul foram preparados.

O coordenador do Programa Nacional de Agricultura de Precisão do SENAR, Rafael Diego Nascimento da Costa, explica que a entidade passará a formatar os cursos segundo os equipamentos disponíveis para as culturas que predominam nas regiões. Ele cita como exemplo o algodão, na Bahia e em Mato Grosso; e a cana de açúcar, em São Paulo e Goiás. Outro diferencial para 2016 será a realização de treinamentos que contemplem as tecnologias presentes em tratores junto com a AGCO.

“Estamos avançando nas nossas parcerias com as indústrias de máquinas para levar informações de ponta aos produtores. Um dos principais benefícios será o atendimento, já que teremos mais instrutores qualificados para atender uma quantidade maior de produtores por Estado. Outra vantagem é que estamos aumentando a oferta do SENAR, também, para grandes associações de produtores”, ressalta.

Esta semana, termina a segunda turma de formação em Agricultura de Precisão – Fuse Technologies – promovida no Centro de Treinamentos do Grupo AGCO, em Campinas (SP). Um grupo já havia passado pelo treinamento no início de outubro. Somando as duas turmas, o SENAR capacitou 25 instrutores de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Bahia, Maranhão, Piauí, São Paulo e Tocantins.

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O SENAR levou esta semana 41 instrutores do Programa de Agricultura de Precisão para uma capacitação sobre os fundamentos e conceitos de AP na Embrapa Instrumentação, em São Carlos. Os profissionais foram divididos em duas turmas com carga horária de 20h cada. A meta da entidade é preparar os instrutores para atuarem como agentes multiplicadores das técnicas de agricultura de precisão nos seus respectivos estados. Participam instrutores do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Goiás, Tocantins e Pará. Dos 41 profissionais, 23 já são instrutores na área.

“Estamos aprendendo todas as ferramentas para entrar no sistema de AP e desmistificar aquele conceito que agricultura de precisão é feita apenas com máquinas”, comenta Adriano Queiroz Ferreira, de São Paulo, que atua há 12 anos com agricultura de precisão e máquinas agrícolas. “A capacitação é de alta qualidade, com especialistas preparados. Está sendo um treinamento de grande importância, porque mesmo estando na área, há muitas coisas que a gente não tem conhecimento, principalmente dos alicerces de AP. Esse conteúdo vai ser muito útil para os treinamentos que ministro, mesmo porque, com o passar do tempo, as ferramentas de AP estão mais tecnificadas e mais precisas e por isso precisamos de todo o conhecimento possível.”

O instrutor de máquinas agrícolas em Alagoas, Mirabel Omena Ferro, afirma que ainda não trabalha com AP, mas garante que o curso vai proporcionar bagagem para expandir sua atuação no estado. “Fiz uma primeira capacitação do programa de AP que abordou máquinas e essa está tratando dos conceitos, ou seja, estamos tendo uma base completa do que é necessário para se fazer agricultura de precisão. Em Alagoas, por exemplo, o principal cliente do SENAR no setor de máquinas são as usinas que estão investindo cada vez mais em tecnologia. Com essa capacitação de AP vamos conseguir ter mais bagagem para expandir a atuação do SENAR e atender melhor nossos clientes”, acredita. Segundo Ferro, é importante, acima de tudo, dar continuidade às capacitações. “Precisamos nos aprofundar, para termos uma visão melhor do setor e permanecermos atuando com qualidade.”

Onze pesquisadores da Embrapa capacitam os instrutores do SENAR, abordando, entre outros temas, a agricultura de precisão em áreas como a fruticultura, irrigação e pastagens, além do conceito de ferramentas como geoestatística e sistema de informação geográfico. “Estamos passando para eles a maturidade que alcançamos em mais de 10 anos de pesquisa em agricultura de precisão, com foco principalmente nos alicerces para construir a AP com conhecimentos básicos e bem fundamentados” diz o pesquisador e coordenador da Rede de AP na Embrapa, Ricardo Inamasu. “A ideia é que os instrutores possam utilizar as ferramentas de AP de uma forma muito mais potencializada”, conclui.

A capacitação dos instrutores vai até esta sexta-feira, dia 31.

*Do Jornal do Comércio

O advento da agricultura de precisão foi benéfico para o aumento da produtividade das lavouras, mas o uso das ferramentas trazidas pelas tecnologias pode potencializar resultados de produtividade. Essa foi a mensagem deixada pelo engenheiro agrônomo e professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Antônio Santi na primeira palestra do segundo dia do 29º Seminário Cooplantio, que ocorre no Centro de Eventos do Hotel Serrano em Gramado.

Para o especialista, uma das grandes contribuições da agricultura de precisão é terminar com áreas de instabilidade dentro das lavouras. No entanto, dados de pesquisas apresentados por Santi na palestra indicam que fatores isolados no processo decidem muito pouco sobre a produção. “Não podemos esquecer que estes robôs estão interagindo com planta, com ambiente do solo. Nosso grande desafio é saber exatamente essa intervenção e a influência na produtividade, resultado na colheita”, salienta.

O professor ressalta a grande preocupação da queima de tecnologia quando não é concebida de forma eficaz. Mas, conforme Santi, as empresas que lidam com agricultura de precisão já estão atuando de forma madura e conscientizando o produtor da utilização correta da ferramenta. “É importante utilizar a tecnologia a nosso favor, mas não tem milagre se não utilizarmos sistemas que realmente façam a diferença”, observa.

Santi lembrou também aos produtores que há muito pouco cuidado com o solo no inverno e preocupação maior com a safra de verão. Segundo o especialista, é preciso reduzir a variabilidade de inverno para elevar a eficiência de produção no verão.

Lógica da produção de grãos depende do uso da inovação

A lógica da produção de arroz, soja e milho no Rio Grande do Sul foi o tema da palestra do professor, engenheiro agrônomo e diretor do Instituto Incia, Elmar Floss, que participou do Seminário Cooplantio. Para o sucesso de desempenho das lavouras, segundo Floss, o agricultor precisa ir além da adoção de tecnologias. Ele avalia que os resultados chegam com a conjugação de quatro verbos: diagnosticar, avaliar, aplicar e inovar. “O produtor deve descobrir os fatores limitantes, buscar a utilização das tecnologias de forma racional e precisa ver no ponto de vista econômico as tecnologias que podem dar maior rentabilidade”, salienta.

Floss acredita que a agricultura do Rio Grande do Sul está evoluindo depois de anos de estagnação por causa da adoção do ‘agroconhecimento’, no qual analisou que existe uma renovação periódica do mesmo. Mas a aplicabilidade de forma correta e sensata é que define o bom desempenho da produção. “É preciso buscar a tecnologia mais adequada para a sua situação, mas não adianta buscar receita e olhar o vizinho, pois cada gleba tem suas diferenças”, observa.

Por Equipe de Comunicação Digital • Postado em Agricultura de PrecisãosinglePalestras • Tagged Seja o primeiro a comentar

Enquanto se espera que diversas economias do mundo aumentem em torno de 20% a produção de alimentos, a meta do Brasil – proposta pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é 40% até 2050. Diversos fatores deverão contribuir para o alcance da meta, entre eles, a incorporação de tecnologias pelo setor produtivo, sistemas de produção forte, sinergia em transferência de tecnologia, atuação em rede e parcerias com empresas privadas.

É assim que o diretor-executivo de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Embrapa, Ladislau Martin Neto acredita que o país enfrentará os desafios de crescer para dar conta de um aumento de 20% na demanda mundial por alimentos. “É preciso investir em automação, agricultura de precisão, bem como em mão de obra especializada, ferramentas imprescindíveis para a agricultura do futuro”, diz. De acordo com ele, só assim será possível viabilizar e aumentar a competitividade, a sustentabilidade, a certificação, para criar oportunidades na agricultura dos trópicos.

Martin Neto abriu a III Convenção da Rede de Agricultura de Precisão, que ocorre de 12 a 16 de maio, na Embrapa Instrumentação (São Carlos/SP), onde estão reunidos representantes de 20 centros de pesquisa da Empresa e cinco institutos públicos e privados. Ele destacou o trabalho em rede, as parcerias com o setor privado para alavancar, inclusive, o segmento da agricultura familiar. “O trabalho conjunto entre a iniciativa privada e a instituição de pesquisa é o que aconteceu no mundo e alavancou o desenvolvimento”, afirmou.

Martin Neto ressaltou a importância de apoios como o do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), para levar as tecnologias aos produtores rurais, a fim de superar os desafios que a utilização da Agricultura de Precisão coloca e treiná-los no uso das tecnologias desenvolvidas pela Embrapa. “É preciso que ele tenha acesso às tecnologias mais rapidamente e a um preço que possa pagar”, disse.

Para o diretor, “tão importante quanto o desenvolvimento do melhoramento genético é a geração de ferramentas tecnológicas para o produtor utilizar”, se referindo ao emprego da agricultura de precisão no país. Embora em sua visão o Brasil esteja bem no contexto agrícola mundial é preciso ser ousado. “A Embrapa tem que apostar no futuro e investir, desenvolver tecnologias e pesquisas que possam ser utilizadas pelo setor produtivo, porque é ele quem decide o que vai ser apropriado”, afirma.

Rede AP

A Embrapa criou, em 2009, a Rede Agricultura de Precisão, envolvendo 20 Centros de Pesquisa da Empresa e mais de 50 parceiros, como empresas, instituições de pesquisa, universidades e produtores rurais. São mais de 200 pesquisadores e 15 unidades experimentais distribuídas nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país, com pesquisas em 11 culturas perenes e anuais e cerca de 100 atividades de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação. Os campos experimentais envolvem as culturas anuais de milho, soja, algodão, arroz e trigo, e perenes como silvicultura (eucalipto), fruticultura (pessegueiro, macieira, laranja e videira), cana-de-açúcar e pastagem.

Em setembro de 2013, a Embrapa inaugurou, em São Carlos (SP), o Laboratório de Referência Nacional em Agricultura de Precisão (Lanapre) O espaço, inédito no Brasil, é utilizado para pesquisar e desenvolver equipamentos, sensores, componentes mecânicos e eletrônica embarcada, em um único local.

Fonte: Embrapa Instrumentação

Durante os seminários de agricultura de precisão realizados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), em 2012, nos estados do Maranhão, Piauí, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul, o pesquisador e coordenador da Rede de AP da Embrapa, Ricardo Inamasu, aplicou um questionário para os produtores rurais que participaram dos encontros, para levantar o perfil desse produtor.

Segundo Inamasu, o SENAR teve papel fundamental nesse estudo, com a realização dos seminários e desmitificação do conceito de AP nas regiões de maior produção agrícola do País.

O pesquisador deu entrevista ao Portal do SENAR e contou um pouco sobre os resultados da pesquisa, divulgada nesta quinta-feira, 15, durante a III Convenção de Agricultura de Precisão em São Carlos (SP), que acontece até amanhã, dia 16.

Portal do SENAR: Como surgiu a ideia de aplicar questionários aos produtores dos seminários de AP do SENAR?
Ricardo Inamasu - O questionário, mais que uma ideia, é a necessidade de obter um retrato da influência da AP na nossa Agricultura. Sem essas informações a AP no País é apenas uma hipótese de boas práticas e não saberíamos dizer em que direção tanto a pesquisa como as políticas públicas podem atuar de forma eficaz. O SENAR promoveu seminários nas principais regiões produtoras do País. Foram cobertos nove estados, Maranhão, Piauí, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul. Não poderíamos perder essa oportunidade e entender um pouco a expectativa dos agricultores nessas regiões.

PS: Na compilação dos dados, encontrou alguma informação inédita? Se sim, poderia compartilhar?
RI- Não saberia afirmar se a informação é inédita, pois havia uma expectativa intuitiva. O questionário mostrou que os agricultores que adotam a AP são jovens, ou seja, não é engano afirmar que a AP tem uma forte relação com a nova geração de agricultores. Outa informação interessante é a influência significativa dos consultores, pois eles são a fonte principal dos conhecimentos em AP, seguida por cursos e treinamentos.

PS: Como as informações coletadas vão contribuir para as pesquisas em AP e para o avanço do setor no País?
RI - Diria que essas informações são ainda parte dos dados que vão dirigir as pesquisas e políticas públicas. A Comissão Brasileiro de Agricultura de Precisão do Mapa está buscando um perfil mais completo e abrangente.
Na minha opinião, os dados mostram a importância em apoiar os trabalhos dos consultores e treinar os multiplicadores para disseminar os conhecimentos que fundamentam a prática da AP.

PS: O produtor ouvido está em que patamar de conhecimento em relação às inovações tecnológicas do setor?
RI - Os produtores das regiões consultadas são os que participam fortemente do desempenho positivo do setor. E eles alcançaram esse nível por meio de incorporação de tecnologias, ou seja, são produtores que estão em patamares elevados de conhecimento.

PS: Por fim, como o SENAR contribuiu para a realização desse trabalho?
RI - Entendemos que a AP não se faz apenas por um setor. Máquinas, serviços, ensino, pesquisa e políticas públicas são elos e todos devem ser fortes. É como se fosse um trabalho de uma equipe. Cada um complementa de forma diferente e o conjunto formado apresenta um resultado muito mais completo. Para esse caso específico, a iniciativa do trabalho de divulgação de conceitos e desmistificação da AP foi do SENAR. Nós participamos em palestras e aproveitamos a oportunidade para realizar esse levantamento.

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(61) 2109-4128
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