Agricultura de precisão

SENAR
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12 ABR
2013

SENAR Goiás forma turma de AP

Os alunos que concluíram e foram aprovados na primeira turma do treinamento de Agricultura de Precisão do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR Goiás) receberam os certificados esta semana no estande do Sistema FAEG/SENAR e Sindicato Rural de Rio Verde, na Tecnoshow Comigo 2013.

O presidente do Sistema, José Mário Schreiner, explicou que essa é a primeira turma do Centro-Oeste a se formar nesse novo treinamento. A agricultura de precisão é uma atividade em franca expansão nas regiões agrícolas do País, que demanda profissionais qualificados e remunera bem. Segundo o assessor técnico do Sindicato Rural de Rio Verde, Alexandre Câmara, a remuneração média de um operador de máquina qualificado na região chega a R$ 3,500 mil por mês.

Para participar, o aluno precisa já ter experiência em operação de máquina agrícola e ter acima de 18 anos. O instrutor de Agricultura de Precisão e o supervisor do SENAR Goiás, Helder Pereira e Cláudio José, respectivamente, explicam que o treinamento é divido em cinco módulos de 24 horas. O participante recebe instruções de informática e GPS; noções de piloto automático; controlador de fluxo; taxas fixa e variável e monitor de colheita.

Para o treinamento, o SENAR Goiás tem apoio de um simulador de cabine de autopropelido, proveniente de uma parceria nacional entre a Stara e o SENAR. O instrutor Helder Pereira diz que o simulador agiliza a capacitação e adianta etapas, já que quando o aluno vai ao campo para operar um autopropelido, na fase prática do treinamento, ele já recebeu todas as orientações de operação.

Metas

Até o final deste ano, o SENAR Goiás formará no estado 20 turmas de Agricultura de Precisão. “Serão, aproximadamente, mais 240 profissionais especialistas em operação de máquinas de agricultura de precisão nesse mercado tão demandado”, explica o chefe do departamento técnico, Flávio Henrique Silva.

A entidade também prevê a ampliação da parceria com a empresa Stara para que simuladores de colheita e de controle de fluxo também venham apoiar os treinamentos do SENAR na área. O objetivo, de acordo com o superintendente Marcelo Martins, é de criar um centro de excelência de agricultura de precisão em Rio Verde.

Fonte: SENAR Goiás

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09 ABR
2013

Agricultura de precisão mostra eficiência em laranjais paulistas

Com a aplicação da agricultura de precisão em pomares de laranja foi possível obter bons resultados, como a redução de gastos em fertilizantes e até mesmo um relativo aumento de produtividade.

O experimento fez parte de um estudo realizado pelo engenheiro agrônomo André Freitas Colaço, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba.

O objetivo foi testar essa técnica no cultivo de laranjas no Brasil. A dissertação de mestrado Efeito da adubação em doses variadas em pomares de laranjeiras ao longo de quatro safras (arquivo PDF – 22,4 Mb), orientada pelo professor José Paulo Molin, contêm informações preciosas para os agricultores que desejam aplicar essa tecnologia em suas plantações.

A agricultura de precisão constitui a aplicação de insumos – que podem ser fertilizantes, defensivos, entre outros – de forma localizada nos campos de produção e de acordo com a demanda específica do local. As doses são variáveis e visam suprir as necessidades da cultura na qual elas são aplicadas. Ela pode ser usada em qualquer tipo de cultura, mas teve sua origem em plantações de grãos, como soja, milho e trigo. É uma técnica difundida principalmente fora do País, nos Estados Unidos e na Europa.

A técnica foi levada para o cultivo de laranjas, que é uma cultura muito importante não apenas para o Estado de São Paulo, mas para a economia do País inteiro. Segundo dados divulgados em 2012 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) o Brasil é responsável por 50% da produção mundial de suco de laranja, liderando rankings mundiais. Já no que diz respeito às exportações, o Brasil é responsável por 80% do produto, segundo dados de 2011 do United States Department of Agriculture (USDA). Atualmente são buscadas alternativas que possam ajudar a elevar os rendimentos e reduzir os gastos nesse ramo que passa por algumas dificuldades.

Desenvolvimento

O experimento nos pomares foi iniciado em 2008, sendo que o pesquisador acompanhou o cultivo para o desenvolvimento de sua dissertação de mestrado no período entre 2010 e 2012. A metodologia foi comparativa. Um total de 50 hectares foi dividido em áreas intercaladas entre o tratamento convencional e a aplicação de doses variadas de insumos, conforme a agricultura de precisão indica.

A produtividade, fertilidade do solo, nutrição das plantas e o consumo dos insumos dos dois tratamentos foram comparados. No experimento, os insumos usados foram os fertilizantes: nitrogênio, fósforo e potássio, além do calcário, que é um corretivo de solo.

“Para fazer a aplicação em taxas variáveis, era preciso mapear os parâmetros da área. Foram usados mapas de solo e de produtividade em todos os anos”, conta Colaço. “A cada ano eram feitos esses mapas. Era a partir deles que as doses variáveis foram calculadas”.

As intempéries — como chuvas, ventos, estiagens, etc. — são normais e incontroláveis em experimentos de campo de larga escala. Em geral podem dificultar a leitura dos resultados, mas não representaram nenhum grande problema para o desenvolvimento da pesquisa.

Resultados

A análise dos dados permitiu aferir uma otimização no uso de insumos. “Conseguimos ou reduzir o seu uso e mantendo a produtividade ou aumentar a produtividade utilizando a mesma quantidade de insumos”, relata o engenheiro. A redução dos insumos girou entre 30% e 40%, enquanto o aumento na produtividade ficou na casa dos 10% quando houve, isto é, o crescimento na produção não foi constante, mas pôde ser observado em alguns momentos.

Também foi possível melhorar a fertilidade do solo: “essa técnica conseguiu equilibrar alguns parâmetros da fertilidade do solo como os níveis de potássio e saturação de bases na área toda”, afirma o pesquisador.

Segundo Colaço, o aumento na produção foi uma surpresa. “Não esperava o ganho de produtividade sendo que os insumos estavam sendo reduzidos, mas a redução no uso de insumos era mais esperado”, conta. Ele lembra que esse ganho não foi constante, mas esteve presente em alguns momentos.

O experimento resultou em uma pesquisa inovadora porque envolve o teste da agricultura de precisão no cultivo de laranjas, algo ainda novo no Brasil. As conclusões apresentadas no estudo podem motivar a implementação da técnica, já que mostram que a produtividade pode ser melhorada a longo prazo, os gastos com insumos são otimizados e a técnica tende a beneficiar os produtores, fortalecendo ainda mais as condições para as exportações. Além disso, o levantamento reúne informações valiosas para quem deseja aprender e implantar a técnica.

Fonte: Agência USP de Notícias

03 ABR
2013

QUEM USA AP, APROVA

“Toda vez que planto, uso agricultura de precisão”. Quem afirma é o produtor rural Pedro Hersen, de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. Ele trabalha atualmente com implementos agrícolas e pecuária de corte, mas também planta soja. Pedro Hersen diz que todos os produtores precisam usar agricultura de precisão e explica por que.

“O primeiro processo é fazer a análise de solo por meio da taxa variável. A partir daí você tem o mapa da sua área e com isso pode aplicar a quantidade certa de adubo com o teor correto de calcário, fósforo e enxofre, por exemplo. Na colheita a mesma coisa, você usa o GPS e consegue levantar o que de melhoria alcançou na produção. A agricultura de precisão é um processo sem volta, só precisa ser aprimorado”, revela.

Hersen acredita que os seminários de AP do SENAR são fundamentais nesse processo. “Eu fui ao seminário realizado em outubro do ano passado em Luís Eduardo Magalhães. Acho importante esse tipo de ação para esclarecer a formatação exata do processo e os seus benefícios para os produtores que ainda não utilizam”, destaca.

Quem também está satisfeito com os bons resultados que tem com a agricultura de precisão é o produtor mineiro José Ricardo Stabile, do município de Patos de Minas. Há quatro anos produzindo soja, milho e feijão com os recursos da agricultura de precisão, o produtor afirma que o negócio é tomar decisões.

“Você precisa definir onde vai jogar o adubo, porque a ideia da agricultura de precisão é você poder equilibrar o solo, ou seja, igualá-lo. Dessa forma, ele se torna uniforme e mais produtivo”, avalia. Stabile sustenta que a agricultura de precisão baixa os custos, principalmente com os insumos e isso é o que também melhora os rendimentos. “Eu faço AP num grid de 1 hectare, e tem dado bastante resultado. Aos poucos, estou conseguindo subir na escadinha da fertilidade do solo”, brinca o produtor.

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02 ABR
2013

Agricultura de precisão na lavoura cafeeira

O programa Eu Produzo, Eu Preservo do Canal Rural apresenta uma edição especial sobre a  agricultura de precisão na lavoura cafeeira. O programa mostra as lavouras no interior paulista e explica a produção sustentável do café com as técnicas de AP.

Assista a íntegra do programa:

 

Fonte: Canal Rural

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01 ABR
2013

III Seminário de Agricultura de Precisão

Com o objetivo de divulgar temas atuais relacionados à agricultura de precisão, ferramentas para investigação da variabilidade espacial e ações de manejo, para estudantes e profissionais, abordando os principais conceitos , aplicações e suas perspectivas no Brasil o Seminário de Agricultura de Precisão, que em 2013 completa sua 3ª edição, acontecerá no dia 12 de abril no anfiteatro do pavilhão de Engenharia- USP/Esalq.

O evento contará com seis palestras de mestres e doutores especialistas no assunto de Agricultura de Precisão como o MSc. Gustavo Portz, doutorando da USP/Esalq e Prof. Dr. Gustavo Faulin da Fatec de Pompéia.

As inscrições podem ser feitas pelo site da Fealq, com valor de R$100,00 para profissionais e R$50,00 para estudantes até o dia 07 de abril, após esta data os valores passam a ser de R$150,00 para profissionais e R$70,00 para estudantes. Para que as inscrições de estudantes sejam efetivadas, deve-se enviar via fax (19) 3422-2755 ou via e- mail cdt@fealq.org.br um comprovante de matrícula, que pode ser uma cópia da carteirinha de estudante, de um boleto de mensalidade ou uma declaração da escola.

O evento é realizado pelo LAP (Laboratório de Agricultura de Precisão), e pelo gMAP, com apoio da USP/Esalq , da Fundação MT, da Arvus, da Fatec e da UFRGS.

Confira a programação:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: USP/Esalq

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