Agricultura de precisão

SENAR
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07 MAR
2018

Dinapec 2018: Senar/MS promove oficinas de agricultura de precisão e Dia de Campo

 

Como o próprio nome diz, a Dinapec – Dinâmicas Agropecuárias, iniciativa do Senar/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e Embrapa Gado de Corte, traz na programação opções de interação entre os participantes. Oficinas que abordam a agricultura de precisão, roteiros tecnológicos e Dia de Campo são algumas das ações gratuitas que acontecerão nos dias 07, 08 e 09 de março.

Oficinas

Uma das oficinas oferecidas é a de ‘Utilização de Drones’. Os participantes conhecerão os modelos no mercado, as possibilidades de aplicação no campo, legislação, boas práticas e principais aplicação desta ferramenta no agronegócio.

Na programação também tem a oficina ‘Sistema de Agricultura de Precisão’. Nesta, será apresentado os principais sistemas tecnológicos, entre eles o GPS, componentes e outras inovações pertinentes da área.

Outra oficina é ‘Gestão da Propriedade Leiteira’. Nesta será ensinado a importância da gestão dentro da propriedade, apresentar a metodologia da Assistência Técnica do Senar/MS, bem como construir um planejamento para alcançar novos patamares no seu negócio.

Roteiro Tecnológico

Quem percorrer o roteiro do Sistema de Fertirrigação, iniciativa que garante a redução do custo com aplicação de adubos químicos orgânicos. A ideia é transformar dejetos de animais em biofertilizantes para aplicação nas pastagens.

Inovação tecnológica é o foco da Rota de Horticultura. Culturas como melão, pepino e abobrinha e as tecnologias e cultivo protegido serão alguns dos pontos apresentados.

Dia de Campo ABC

Produção sustentável é o foco do Programa ABC Cerrado, que será apresentado no Dia de Campo na sexta-feira (09), às 13h. Durante toda a tarde, os participantes irão conferir alternativas alimentares para os rebanhos durante a seca e terão demonstração de um software eficaz na atividade pecuária.

Todas as ações do Senar/MS durante a Dinapec são gratuitas. Procure o estande da entidade e tire suas dúvidas com os nossos instrutores.

Outras informações sobre cursos você confere no senarms.org.br.

 Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul

Por Amanda • Postado em Seminários de Agricultura de Precisão
05 FEV
2018

Agricultura Digital: Ferrari em estrada de terra e com piloto sem habilitação

Por: João Rosa

Drones, robótica, inteligência artificial. Termos geralmente associados a ficção cientifica, mas que estão cada vez mais presentes nas lavouras brasileiras. Eles fazem parte de um novo conceito de condução dos cultivos, a agricultura digital, que integra a coleta de dados no campo – cada vez mais precisa e em tempo real – com técnicas de modelagem computacional, permitindo tomadas de decisão mais assertivas aos produtores. A promessa é que as novas tecnologias aumentem as produtividades, reduzam custos e evitem desperdícios, sendo, portanto, mais sustentáveis.

Neste ambiente de novas soluções, um termo é universal: conectividade. Em outras palavras, para que os produtores usufruam do potencial das ferramentas, é necessário estar conectado à internet. E como será que o campo Mato-grossense está neste sentido? Em pesquisa realizada com cerca de 300 produtores durante o Caravana Soja, projeto realizado pelo Canal Rural, Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Mato Grosso (SENAR-MT), etapa Mato Grosso, que percorreu 18 cidades do estado, revela que 90%dos talhões não tem conectividade. Um número expressivo e que evidência o desafio de desenvolvimento na infraestrutura de conexão.

O cenário, entretanto, não é de todo ruim. Quando a pergunta é restringida para a sede da fazenda, o cenário se inverte, de modo que 80% dos produtores declaram que a administração da propriedade já tem acesso à internet. Esse contexto permite a implementação de um recurso técnico alternativo (RTA) ou, no bom português, uma “gambiarra” tecnológica pelas empresas envolvidas: a sincronização. Em termos práticos, as soluções coletam os dados no campo e sincronizam no escritório. Ou seja, a automação e velocidade das respostas são limitadas. As tomadas de decisão em tempo real, não são tão reais assim. Temos tecnologia de Ferrari, mas estamos andando com ela em estrada de terra. Porém, se considerarmos que a difusão da internet é relativamente recente, com utilização em massa no Brasil a partir dos anos 2000, a melhoria no campo é apenas questão de tempo.

Mas não somente as “estradas da conectividade” são um gargalo para a agricultura digital. Essas novas tecnologias exigem um grau de conhecimento elevado para absorver os conceitos e aplicabilidade das soluções. E neste sentido, nossos pilotos estão despreparados, sem habilitação. De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2014, apenas 4% dos trabalhadores com formação superior estavam alocados no setor agropecuário. Se considerarmos que cerca de 25% dos empregos é do nosso setor, os dados revelam uma realidade alarmante.

“Tudo bem, mas quem vai trabalhar com essas novas máquinas é a nova geração, que absorve muito mais rápido as novas tecnologias. Veja como eles mexem nos celulares e computadores”. Realmente, a geração “Z” é muito mais familiarizada as ferramentas high tech, aprendendo a manipular as soluções com uma velocidade incrível, e as oportunidades profissionais a que estão sujeitas são inúmeras. Entretanto, “saber como mexer”, no meu ponto de vista, não é o problema, mas entender o “como e o porquê” do funcionamento, esse sim é o desafio. Entender e incorporar conceitos básicos. Para ajudar na argumentação, elenco dados da Diretoria de Avaliação da Educação Básica (DAEB), que revela que apenas 11% dos alunos do 9º ano formados em 2013 são considerados proeficientes (aprendizado esperado) em matemática. Em língua portuguesa, os números são um pouco melhores, mas não menos chocantes, com 23% proeficientes.

A digitalização, sem dúvidas, é o futuro da agricultura. Mas, para que ela se concretize, investimentos na conectividade e educação são fundamentais para que possamos explorar as soluções em todo seu potencial. Hoje, estamos testando Ferrari em estrada de terra e com piloto sem habilitação.

*João Rosa é professor do Pecege e Instrutor credenciado junto ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (SENAR-MT)

Por Equipe de Comunicação Digital • Postado em Seminários de Agricultura de Precisão • Tagged
31 OUT
2017

Embrapa e Agrosmart fazem parceria para automatizar o diagnóstico e monitoramento de doenças agrícolas

Por Embrapa Informática Agropecuária*

Parceria visa integração de esforços e colaboração para apoio ao controle de doenças no campo – Foto: Nadir Rodrigues

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, e a Agrosmart, plataforma de agricultura digital líder na América Latina, acabam de firmar parceria para o desenvolvimento de um modelo automático de diagnóstico, previsão e monitoramento de propagação de doenças agrícolas. Esta cooperação prevê ações de pesquisas para apoiar o planejamento fitossanitário em lavouras, coordenadas pela Embrapa Informática Agropecuária e pela Embrapa Meio Ambiente.

A tecnologia envolve desde técnicas de manejo integrado de doenças, cálculos matemáticos avançados usando aprendizado de máquina e processamento de imagens, com informações obtidas a partir de sensores instalados em campo até o uso de imagens digitais, visando aperfeiçoar as técnicas para diagnóstico de doenças em plantas. No Brasil o valor das perdas anuais causadas por pragas e doenças na agricultura é de R$ 55 bilhões. O objetivo é que a ferramenta ajude tanto pequenos quanto grandes agricultores. Além disso, pesquisadores também poderão usufruir da base de dados ambientais, proporcionando o desenvolvimento de métodos mais eficazes para o combate às doenças.

Em consonância com o conceito de internet das coisas (IoT), que tem tido destaque como uma tecnologia disruptiva para alavancar a agricultura digital, a Embrapa tem procurado exercer um papel agregador no ecossistema de inovação, apoiando iniciativas de diferentes empresas no setor agrícola, de acordo com o presidente da Empresa, Maurício Lopes. “A parceria entre a Embrapa e a Agrosmart objetiva a integração de esforços e a colaboração para apoio ao controle de doenças no campo”, afirma.

Devido à rapidez com que o tema agricultura digital tem avançado nos últimos anos, a Embrapa Informática Agropecuária tem sido muito procurada pelas empresas de tecnologia e pelas startups pelo know-how no tema, segundo a chefe-geral da Unidade, Silvia Massruhá. “Neste contexto, percebemos que esse novo ecossistema de agricultura digital precisa ser melhor articulado, pois está muito fragmentado. Então nós vimos a oportunidade de criar o sitIoT – junção das palavras sítio e IoT, um ambiente colaborativo onde a Embrapa, como empresa pública, pode ser um agente facilitador e um fomentador deste ecossistema”, explica Silvia.

O sitIoT é um ambiente baseado em um modelo de inovação aberta, para que empresas e startups que tiverem interesse possam testar suas tecnologias, sejam sensores, equipamentos, softwares, dados e modelos. Por outro lado, os dados e informações gerados neste ambiente podem ser compartilhados entre os parceiros e utilizados na pesquisa agropecuária, explica o pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária Jayme Barbedo. A Agrosmart é a primeira startup que está participando desta iniciativa.

Com a parceria, na fase inicial, a Agrosmart vai instalar sensores na cultura do cafeeiro, no campo experimental da Embrapa Meio Ambiente, localizada em Jaguariúna (SP). A iniciativa conta no seu desenvolvimento com a participação de profissionais de diversas áreas, como engenheiros eletrônicos, biólogos, meteorologistas, engenheiros agrônomos e cientistas de dados.

Nesse campo experimental, está instalado o experimento FACE (Free Air CO2 Enrichment), que avalia em condições de campo o efeito das mudanças nos níveis atmosféricos de CO2 sobre a cultura do café. O FACE-Café é o primeiro experimento do tipo na América Latina e o único no mundo com a cultura do café. Desde sua instalação, em agosto de 2011, o experimento tem sua instrumentação baseada em rede de sensores sem fio, que é uma das peças fundamentais da IoT.

“A ideia é desenvolver e colocar no mercado a tecnologia, que beneficiará o setor com modelos de predição e controle de doenças agrícolas, ajudando o dia a dia do produtor, resultando em benefícios como economia no uso dos insumos agrícolas e redução de perdas”, conta Mariana Vasconcelos, CEO da Agrosmart. “Sempre tivemos uma grande sinergia com a Embrapa e acreditamos que as duas empresas farão a diferença no setor agro com esta ação. Mas não podemos esquecer que tudo isso é para ajudar o produtor rural que sofre no combate às doenças agrícolas, ponto sensível que gera a maioria dos gastos do agricultor”, destaca Mariana.

Nessa primeira fase da parceria, a doença-alvo será a ferrugem do cafeeiro, causada pelo fungo Hemileia vastatrix, uma das principais doenças da cultura no Brasil. Segundo a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente Kátia Nechet, responsável pelo monitoramento da incidência e severidade da doença durante o período de coleta dos dados climáticos, a ocorrência natural da doença na área experimental de café da Embrapa Meio Ambiente assegura a obtenção dos dados durante a execução das ações e permite o acompanhamento da incidência da doença em diferentes anos agrícolas e identificações de variações nos parâmetros climáticos que suportem a tomada de decisões para o manejo fitossanitário pelo produtor.

Para o chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Morandi, a implantação do sitIoT no campo experimental da Unidade abre novas oportunidades de parcerias e inclui a Embrapa em mais uma ação no caminho da revolução digital na agricultura. “A integração de forças e conhecimentos é o caminho para a inovação na agricultura, se beneficiando do rápido avanço das tecnologias de comunicação e informação, para a solução de problemas. Em especial aqui do manejo de doenças, que é um grande desafio dos agricultores, e que demanda cada vez mais inovações para adaptação às mudanças do clima.”

06 OUT
2017

Evento discutirá benefícios de aplicações da Internet das Coisas no Agronegócio

Por Sistema Famato*

“Internet das Coisas de Baixo Custo: uma nova rede para revolucionar o agro brasileiro” é tema do evento que ocorrerá no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR-MT), em Cuiabá, no dia 26 de outubro a partir das 8h. O evento é organizado pela WND Brasil e Sistema Famato, com apoio da ABINC – Associação Brasileira de Internet das Coisas. Para participar, basta fazer a inscrição gratuita neste endereço: http://wndbrasil.com/index.php/agro-evento/.

Reunindo autoridades, instituições de pesquisas e empresas, o encontro permitirá mostrar os benefícios que aplicações de IoT (Internet das Coisas) podem trazer para o mundo do agronegócio. Servirá também para lançar a rede que a WND implantou no Estado de Mato Grosso e que já cobre diversas cidades como Cuiabá, Rondonópolis, Cáceres, Sorriso, entre outras. A rede oferece a possibilidade de conexão para objetos aos mais variados processos do mundo do agronegócio.

A programação inclui palestras de autoridades do Governo Federal, representantes do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), ABINC e uma exposição sobre a rede da WND em todo o país e, em particular, em Mato Grosso.

“Para o Sistema Famato, investir em inovação ajuda o produtor rural a controlar os riscos de sua produção e aumenta o número de informações sobre sua propriedade, uma estratégia para aumentar a lucratividade”, afirma o presidente do Sistema Famato Normando Corral.

“Oferecer conectividade para soluções de Internet das Coisas para o agronegócio é prioridade para a WND Brasil”, afirma o CEO da empresa, Francisco Cavalcanti. O COO do Grupo WND, Alexandre Reis, ressalta o diferencial da tecnologia Sigfox no campo: “Baixo custo de conexão, baixo consumo de energia e longo alcance são diferenciais que podem impactar de forma muito positiva os negócios no agro brasileiro”, afirma.

Grupo WND – A rede da WND Brasil já atende mais de 100 grandes cidade brasileiras, incluindo as 12 principais regiões metropolitanas, onde vivem cerca de 80 milhões de pessoas. Até o final do ano, a rede estará cobrindo áreas onde vivem 100 milhões de pessoas – cerca de 50% da população brasileira. A WND Brasil é parte do Grupo WND, operadora da SigFox para toda a América Latina e Reino Unido. Os investimentos no Brasil superam US$ 50 milhões.

Confira a programação:

8h às 8h30 – Recepção e Credenciamento
8h30 às 8h45 – Abertura – Uma visão do Plano Nacional IoT – MCTIC
8h45 às 9h – A importância da IoT para o Agro Brasileiro – ABINC
9h às 9h30 – Uma nova Rede IoT para o Agro Brasileiro
9h30 às 10h30 – Painel: A tecnologia no ambiente do agronegócio
10h30 às 11h – Coffe Break
11h às 11h30 – Os benefícios do IoT para o Agro Brasileiro – Projeto AgriHub
11h30 às 12h30 – Painel: Business Model de IoT para o Agro Brasileiro
12h30 às 11h – Encerramento
13h às 14h – Confraternização

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26 SET
2017

Seminário “Discutindo a Irrigação Localizada”

A CNA e a Netafim irão realizar no dia 26 de outubro um seminário técnico onde serão apresentadas a historia e a evolução da irrigação localizada, os avanços tecnológicos e suas novas aplicações. O debate se faz necessário e deriva das discussões sobre a importância do uso racional da água e a melhor utilização de técnicas de irrigação pelo agricultor brasileiro.

A irrigação localizada tem apresentado grandes avanços em todo o mundo. Novos materiais, novas aplicações e as melhorias do manejo vêm revolucionando a utilização dessa técnica. O Brasil é o país da fotossíntese. Podemos cultivar a terra 365 dias por ano. O que limita este imenso potencial é a oferta de água no período do inverno. Durante este período de estiagem pelo qual passam varias regiões do país há a necessidade de maior atenção ao volume de água utilizado na irrigação para que não haja desperdício e para que se garanta o uso múltiplo. Neste quesito a irrigação localizada apresenta vantagem em relação aos métodos de aspersão e superfície.

O objetivo do seminário é apresentar aos produtores rurais os avanços da irrigação localizada, trazendo o que há de mais moderno no mundo. A irrigação localizada é utilizada em diversas culturas e tem a vantagem de utilizar menos água que os outros métodos. Por outro lado é menos flexível em na sua utilização.  Mas algumas novas aplicações ainda são desconhecidas de grande parte dos irrigantes e dos técnicos que atuam com irrigação. Nesse sentido o seminário busca apresentar as novas opções e fomentar a discussão sobre o tema.

O seminário irá contar com a presença de técnicos especializados no manejo e o relato de alguns produtores que apostaram nas novas aplicações da irrigação localizada e estão colhendo resultados surpreendentes. O público esperado é formado por agricultores, técnicos agrícolas, agrônomos, pesquisadores e estudantes do setor agrícola.

Na palestra Utilização Racional de Água na Agricultura Irrigada serão apresentados exemplos da utilização racional da água em Israel e a eficiência do uso da água na irrigação. Na palestra Princípios de Irrigação Localizada e suas Principais Aplicações será feito um histórico da irrigação por gotejamento, as principais operações e o funcionamento dos sistemas. Serão também abordados as suas principais aplicações em grandes projetos e na agricultura familiar. A apresentação Avanços Tecnológicos da IrrigaçãoLocalizada irá apontar algumas aplicações especiais, casos de sucesso como nas culturas do café e do arroz, e abordará o Digital Farming, uma nova tendência no campo. Para finalizar o evento, será dada a oportunidade para os irrigantes que utilizam essa tecnologia expressarem suas opiniões e visões sobre a irrigação localizada e os benefícios que obtiveram ao adotar estas tecnologias.

Inscrições estarão abertas em breve!

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