Agricultura de precisão

SENAR
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21 SET
2017

Customizar a informação pode ser caminho para difundir agricultura de precisão no País

É o que acredita o presidente da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão do Ministério da Agricultura

Márcio Albuquerque. Foto: Divulgação Falker

Informação customizada pode ser uma maneira de difundir a agricultura de precisão no País, acredita Márcio Albuquerque, presidente da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), da qual o SENAR faz parte. Segundo ele, a adoção da agricultura de precisão tem aumentado entre os produtores rurais de forma perceptível, mas ainda falta acesso à informação e à mão de obra qualificada.

“É necessário massificar o conteúdo e dar a informação de forma diferente para cada profissional do setor. Por exemplo, o operador precisa ser levado até a máquina para aprender como utilizá-la. O produtor precisa de uma informação diferente para gerir a produção, o filho do produtor também, o agrônomo também e por aí vai. Todo mundo tem que estar informado e envolvido no processo desde o operador até o dono da fazenda. Hoje os tempos são outros e com a informação customizada conseguiremos difundir a agricultura de precisão, entretanto, esse ainda é nosso grande desafio.”

Albuquerque explica que a primeira onda de difusão da agricultura de precisão aconteceu com a prestação de serviços e com a consultoria, porém, gradualmente o produtor está conhecendo mais o que é AP e vendo as vantagens de usá-la. “É importante o produtor perceber que a agricultura de precisão não é só tecnologia, mas uma ferramenta de gestão para que ele também gerencie a lavoura baseado em dados. No entanto, ainda é uma grande dificuldade fazê-lo investir nisso, pois ele se preocupa com a gestão apenas quando a situação econômica está mais apertada ao invés de investir quando tudo está bem para garantir estabilidade no negócio.”

Em relação à capacitação em agricultura de precisão que pode reverter o quadro da falta de mão de obra qualificada, o presidente da CBAP destaca o papel do SENAR, que desenvolve um programa nacional. “O SENAR tem um papel importante na formação do operador e do produtor, mas a quantidade de pessoas treinadas ainda é relativamente baixa frente à necessidade de expandir a agricultura de precisão no País. Segundo estimativas de mercado, só alcançamos até agora entre 15 e 20% do público rural”, revela. Ele acrescenta que ações em todo o território nacional são necessárias e bem-vindas para a disseminação da agricultura de precisão. “Sabemos que há regiões que adotam mais a agricultura de precisão do que outras. Nesse sentido o SENAR pode contribuir, fazendo articulação entre as Administrações Regionais para expandir as ações nos estados. O programa de AP da entidade é bom, só é preciso dar mais escala para ele e o ensino a distância pode ser uma saída para isso.”

O acesso à agricultura de precisão foi facilitado recentemente pelo Plano Safra 2017/2018, por meio de uma linha de crédito específica para investimentos em novas tecnologias. “A Inovagro já existe há dois anos e a novidade é que foi incluído um item para aquisição de equipamentos de AP com recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). Para ter acesso, o produtor precisa orçar os equipamentos que deseja e procurar algum dos bancos operadores do BNDES munido da documentação necessária para solicitar a linha de crédito”, esclarece Márcio Albuquerque.

Para o próximo ano, a Comissão Brasileira de AP pretende focar em duas questões, adianta o presidente. “Vamos trabalhar a divulgação da agricultura de precisão e, para isso, contamos com o apoio do SENAR. Outra prioridade para 2018 será conseguir levantamentos oficiais da taxa de adoção de AP no País. O que temos hoje são estimativas de mercado. Tendo esse levantamento oficial, será mais fácil elaborar uma agenda de ações voltada à difusão do tema que é cada vez mais importante para o produtor e para o agronegócio brasileiro.”

 

19 SET
2017

Especialistas debatem internet das coisas e agricultura digital no SBIAgro 2017

Embrapa Informática Agropecuária*

As transformações da agricultura provocadas pelas tecnologias de informação (TI) serão debatidas durante o XI Congresso Brasileiro de Agroinformática – SBIAgro 2017. O evento será realizado de 2 a 6 de outubro no Centro de Convenções da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com o tema central Ciência de Dados na Era da Agricultura Digital.

Durante o congresso serão promovidos três painéis sobre internet das coisas (IoT) e inovação tecnológica, agricultura digital, relações entre universidade e indústria, além de oportunidades e desafios da área. A ideia é reunir especialistas brasileiros e internacionais, pesquisadores, estudantes e profissionais do mercado com o objetivo de debater como essas transformações vão impactar a agricultura do futuro.

A internet das coisas tem gerado interesse de grandes empresas devido ao potencial de mercado, explica o pesquisador Ricardo Inamasu, da Embrapa Instrumentação, que estará no painel. “Esse tema tem empolgado a indústria de software para o setor de serviços e também o industrial. Envolve assuntos como cidade inteligente e sensores vestíveis que têm fascinado a mídia e o consumo. O desafio é transformar a IoT numa solução inovadora para os bons problemas da agricultura tropical”, pondera.

O pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária Thiago Teixeira Santos destaca que essa é uma área promissora, com muito potencial para aplicação em agricultura. “Neste painel, queremos entender, com a ajuda dos painelistas, o que pode ser feito para alavancar o uso de IoT no agro, ou se o surgimento dos grandes casos de sucesso é apenas uma questão de (pouco) tempo”, afirma Santos.

Participam ainda do painel sobre IoT o coordenador do Laboratório de Inteligência Artificial e Apoio à Decisão da Universidade de Porto, Alípio Jorge, a consultora de software na ThoughtWorks Brasil Desiree Santos, a professora do Instituto de Computação (IC-Unicamp) Juliana Freitag Borin, e o pesquisador do CPqD Fabrício Lira Figueiredo. A atividade ocorre em 4 de outubro, das 10h30 às 12 horas.

Futuro da agricultura

Outro tema em debate é o futuro da agricultura digital, que será abordado em painel do dia 5 de outubro, das 16 às 17 horas. Além da palestra de abertura do presidente da Embrapa, Maurício Lopes, que falará sobre a transformação digital e seus impactos na agricultura no dia 2 de outubro, esse painel vai tratar de aspectos científicos, tecnológicos, socioeconômicos e mercadológicos da agricultura brasileira e suas interconexões com os sinais e tendências da transformação digital.

Entre as diversas abordagens, o pesquisador Édson Bolfe, da Secretaria de Inteligência e Macroestratégia da Embrapa, tratará das possíveis interações do acentuado desenvolvimento e uso da agricultura de precisão, como automação, análises geospaciais, small data, big data, inteligência artificial e internet das coisas agrícolas. Ele também falará das implicações futuras da agricultura digital e suas conexões com os processos de transição, expansão, retração, diversificação, conversão, integração e intensificação agrícola no Brasil.

Esse painel contará também com os professores Cláudia Bauzer Medeiros, do IC, e Jurandir Zullo Júnior, do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp, o secretário de política de informática do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) Maximiliano Salvadori Martinhão, a chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Massruhá, e o diretor da Falker, Marcio Albuquerque.

O terceiro painel, Indústria e Academia, ocorrerá em 6 de outubro, das 8h30 às 10 horas. O objetivo é discutir a carreira empresarial em TI aplicada à agricultura e o que as empresas esperam dos profissionais desta área nos próximos anos. Participam a professora Alaine Margarete Guimarães, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), André Salvador, diretor para Digital Farming da Bayer Crop Science Brasil, Antônio Marcon, gerente de P&D do Centro de Pesquisa Samsung Brasil, Ulisses Melo, diretor da IBM Research no Brasil, Mariana Vasconcelos, criadora da Agrosmart, e Guilherme Farto, da Totvs.

“Vou tratar das áreas tecnológicas prioritárias no contexto do agritech para as grandes empresas da área digital, em especial o Case da Samsung – Programa de Promoção da Economia Criativa, abordando as modalidades de investimentos, instrumentos de implementação, os desafios internos e externos para o desenvolvimento colaborativo com as startups e a contribuição destas relações para o Sistema Nacional de Inovação”, conta Marcon.

O papel da inteligência artificial na transformação digital que a agricultura vai passar nos próximos anos e como a IBM se posicionará nesse setor serão abordados pelo diretor da IBM. Melo diz que tem “grandes expectativas quanto ao evento já que irá reunir Embrapa, academia e indústria em uma área de intensa atividade e poder de aumentar ainda mais o papel do Brasil no cenário mundial não só na área de produção mas também de conhecimento”, comenta .

Organização e inscrições

O SBIAgro 2017 é promovido pela Associação Brasileira de Agroinformática e pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC). A organização é da Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP), em parceria com o Cepagri, a Feagri e o IC da Unicamp. A programação completa está disponível no site do evento e as inscrições podem ser feitas pela internet.

Os valores variam de R$ 84,00 a R$ 916,00, de acordo com as categorias: estudante de ensino médio, de graduação e de pós-graduação ou profissional. Além disso, serão oferecidos três minicursos com valor de R$ 210,00 cada, que podem ser feitos independentemente da participação no congresso. Os temas dos minicursos são Aplicação Analytic no AgroBusiness, Introdução à implementação de Modelos de System Dynamics em R, e Plataforma de Monitoramento Ambiental –TerraMA2. Haverá desconto para o congresso a partir de três inscrições de pessoas da mesma instituição.

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13 SET
2017

Instrutores em constante atualização

Instrutores do Programa de Agricultura de Precisão do SENAR participam esta semana de dois treinamentos em empresa de máquinas agrícolas. Uma turma está em Ribeirão Preto (SP) e o curso é voltado para colhedoras de cana e a outra na cidade de Horizontina (RS) aprendendo sobre as colheitadeiras de grãos série S e plataformas. Os cursos têm carga horária de 40 horas e duração de cinco dias. Na próxima semana, será a vez dos instrutores do Mato Grosso e do Rio Grande do Sul conhecerem o maquinário da Case IH, em Pinhais, no Paraná. As turmas possuem 12 participantes cada e o foco é atualizar os profissionais nas novas máquinas disponíveis no mercado para posteriormente capacitar o produtor rural nos estados. Participam dos treinamentos instrutores de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás.

 

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12 SET
2017

Afinal, qual é a vantagem da agricultura de precisão?

Portal Agrolink*

Rafael Diego, coordenador do Programa de AP do SENAR, aponta benefícios

Quais são as vantagens técnicas, como a agricultura de precisão (AP) faz o agricultor produzir mais e melhor? De acordo com Rafael Diego, coordenador do Programa de Agricultura de Precisão do SENAR, as principais vantagens são a disponibilização de mais informações para a tomada de decisão, o aumento da produtividade e a redução do impacto ambiental.

“O produtor rural tem utilizado as soluções existentes focando, principalmente, na utilização de piloto automático, aplicação de fertilizantes, defensivos, corretivos em taxa variável e controle de pragas. Porém, não podemos esquecer que a AP é um sistema de gestão que considera que fatores de produtividade, como manchas de solo, nível de infestação de pragas e doenças ocorrem de maneira diferente em uma mesma propriedade e por isso devem ser tratadas caso a caso e não pela média. Logo, a principal vantagem técnica é a informação que o produtor tem e que antes não tinha”, explica.

De acordo com ele, essa informação, se trabalhada de forma correta, traz diferentes benefícios nos diferentes momentos da produção: “Na hora do plantio, poderá determinar o planejamento de acordo com os dados climáticos e históricos produtivos de cada área, obtendo a vantagem de proporcionar as melhores condições no desenvolvimento das plantas. Já na pulverização, por exemplo, aplicar a dose correta de defensivos, de acordo com a infestação encontrada em cada zona de manejo, reduz a quantidade de produto utilizado e, consequentemente, do custo com o insumo. Outras importantes vantagens da Agricultura de Precisão são o aumento da produtividade, a melhoria no rendimento operacional, o aumento da empregabilidade e a redução no impacto ambiental”.

E com relação aos custos, a agricultura de precisão ajudar o agricultor? Segundo Rafael Diego, o objetivo da AP sempre é o de utilizar ferramentas técnicas para resolver os problemas de desigualdade das lavouras e, se possível, que o agricultor possa sempre se beneficiar da existência dessas diferenças.

“Antes da AP, a mesma quantidade de adubo era aplicada em toda a área de produção, sem que as diferenças químicas e físicas do solo fossem consideradas. Com as tecnologias de precisão, o agricultor pode aplicar adubo de acordo com cada pedaço de solo, que não é uniforme. Assim, ele economiza no uso do adubo e garante maior produtividade, por ter contemplado realmente aquilo que o solo precisava”, conclui.

Aplicativos e drones: o futuro já é realidade

Uma das ferramentas de agricultura de precisão que ganhou mais popularidade nos últimos tempos foram os aplicativos. Questionado sobre quais desses programas estão mais acessíveis, e como essas ferramentas estão sendo – de fato – usadas pelo homem do campo, o coordenador do Programa de Agricultura de Precisão do SENAR, Rafael Diego, faz um panorama sobre o tema.

“São inúmeros os aplicativos disponíveis, nacionais ou importados, para traduzir dados em informações, que são processadas e disponibilizadas em equipamentos e máquinas que trabalham de acordo com as necessidades do produtor. De forma geral, os mais procurados são os de gestão, como gerenciamento da frota, de talhões e insumos”, conta ele.

“Também estão sendo bastante utilizados os de monitoramento, que além de trazer dados climáticos, proporcionam ao agricultor o controle da sua lavoura com base no calendário de desenvolvimento da cultura”, aponta o especialista do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural.

Perguntado ainda se os drones vão substituir a aviação agrícola, Rafael Diego explica que esse é um questionamento recorrente entre muitos produtores hoje em dia: “Avião agrícola, drone ou satélite?Que ferramenta usar para fazer o monitoramento espacial da propriedade rural ou a aplicação sistematizada de produtos químicos? Todo equipamento apresenta vantagens e desvantagens”.

“Os drones geram economia de até 80% na aplicação de produtos, porque atuam em áreas menores, exatamente onde há pragas. Nos casos em que a infestação está espalhada em toda a cultura, numa área maior, o controle deve ser feito com avião, por ser mais rápido e, nesse caso, mais eficiente. Ou seja, o drone não substitui o avião agrícola, nem as imagens de satélites no monitoramento da lavoura. Na verdade, essas tecnologias se complementam”, finaliza.

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11 SET
2017

Uso de drones dispara com maior demanda de usinas

Por Estado de S. Paulo*

Um dos principais fabricantes desses equipamentos no Brasil espera fechar 2017 com um aumento de 100% da receita

Ouso de drones na atividade agropecuária vem ganhando cada vez mais espaço. A Xmobots, um dos principais fabricantes desses equipamentos no Brasil, espera fechar 2017 com um aumento de 100% da receita. A diretora comercial da empresa, Thatiana Miloso, diz à coluna que as usinas de cana-de-açúcar são as que mais têm demandado a tecnologia para fazer levantamentos topográficos precisos e obter os resultados rapidamente. Os dados são essenciais para a colheita mecanizada. “Um cliente que em 2016 tinha 5 drones, neste ano, comprou mais 9”, conta Thatiana. Grandes agricultores também têm buscado o produto para identificar focos de doença, surgimento de pragas nas lavouras e para medir a extensão dos danos.

Avante. A regulamentação do uso comercial de drones pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em maio, foi fundamental para o aumento do uso da tecnologia. Desde então mais de 16 mil drones para todos os usos foram registrados pelo órgão. O setor agrícola lidera a demanda no Brasil, afirma Emerson Zanon, organizador da principal feira de drones do País, a Drone Show. O Estado de São Paulo, maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, concentra os registros: 5,9 mil.

 

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