Agricultura de precisão

SENAR

Por Embrapa Informática Agropecuária*

Parceria visa integração de esforços e colaboração para apoio ao controle de doenças no campo – Foto: Nadir Rodrigues

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, e a Agrosmart, plataforma de agricultura digital líder na América Latina, acabam de firmar parceria para o desenvolvimento de um modelo automático de diagnóstico, previsão e monitoramento de propagação de doenças agrícolas. Esta cooperação prevê ações de pesquisas para apoiar o planejamento fitossanitário em lavouras, coordenadas pela Embrapa Informática Agropecuária e pela Embrapa Meio Ambiente.

A tecnologia envolve desde técnicas de manejo integrado de doenças, cálculos matemáticos avançados usando aprendizado de máquina e processamento de imagens, com informações obtidas a partir de sensores instalados em campo até o uso de imagens digitais, visando aperfeiçoar as técnicas para diagnóstico de doenças em plantas. No Brasil o valor das perdas anuais causadas por pragas e doenças na agricultura é de R$ 55 bilhões. O objetivo é que a ferramenta ajude tanto pequenos quanto grandes agricultores. Além disso, pesquisadores também poderão usufruir da base de dados ambientais, proporcionando o desenvolvimento de métodos mais eficazes para o combate às doenças.

Em consonância com o conceito de internet das coisas (IoT), que tem tido destaque como uma tecnologia disruptiva para alavancar a agricultura digital, a Embrapa tem procurado exercer um papel agregador no ecossistema de inovação, apoiando iniciativas de diferentes empresas no setor agrícola, de acordo com o presidente da Empresa, Maurício Lopes. “A parceria entre a Embrapa e a Agrosmart objetiva a integração de esforços e a colaboração para apoio ao controle de doenças no campo”, afirma.

Devido à rapidez com que o tema agricultura digital tem avançado nos últimos anos, a Embrapa Informática Agropecuária tem sido muito procurada pelas empresas de tecnologia e pelas startups pelo know-how no tema, segundo a chefe-geral da Unidade, Silvia Massruhá. “Neste contexto, percebemos que esse novo ecossistema de agricultura digital precisa ser melhor articulado, pois está muito fragmentado. Então nós vimos a oportunidade de criar o sitIoT – junção das palavras sítio e IoT, um ambiente colaborativo onde a Embrapa, como empresa pública, pode ser um agente facilitador e um fomentador deste ecossistema”, explica Silvia.

O sitIoT é um ambiente baseado em um modelo de inovação aberta, para que empresas e startups que tiverem interesse possam testar suas tecnologias, sejam sensores, equipamentos, softwares, dados e modelos. Por outro lado, os dados e informações gerados neste ambiente podem ser compartilhados entre os parceiros e utilizados na pesquisa agropecuária, explica o pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária Jayme Barbedo. A Agrosmart é a primeira startup que está participando desta iniciativa.

Com a parceria, na fase inicial, a Agrosmart vai instalar sensores na cultura do cafeeiro, no campo experimental da Embrapa Meio Ambiente, localizada em Jaguariúna (SP). A iniciativa conta no seu desenvolvimento com a participação de profissionais de diversas áreas, como engenheiros eletrônicos, biólogos, meteorologistas, engenheiros agrônomos e cientistas de dados.

Nesse campo experimental, está instalado o experimento FACE (Free Air CO2 Enrichment), que avalia em condições de campo o efeito das mudanças nos níveis atmosféricos de CO2 sobre a cultura do café. O FACE-Café é o primeiro experimento do tipo na América Latina e o único no mundo com a cultura do café. Desde sua instalação, em agosto de 2011, o experimento tem sua instrumentação baseada em rede de sensores sem fio, que é uma das peças fundamentais da IoT.

“A ideia é desenvolver e colocar no mercado a tecnologia, que beneficiará o setor com modelos de predição e controle de doenças agrícolas, ajudando o dia a dia do produtor, resultando em benefícios como economia no uso dos insumos agrícolas e redução de perdas”, conta Mariana Vasconcelos, CEO da Agrosmart. “Sempre tivemos uma grande sinergia com a Embrapa e acreditamos que as duas empresas farão a diferença no setor agro com esta ação. Mas não podemos esquecer que tudo isso é para ajudar o produtor rural que sofre no combate às doenças agrícolas, ponto sensível que gera a maioria dos gastos do agricultor”, destaca Mariana.

Nessa primeira fase da parceria, a doença-alvo será a ferrugem do cafeeiro, causada pelo fungo Hemileia vastatrix, uma das principais doenças da cultura no Brasil. Segundo a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente Kátia Nechet, responsável pelo monitoramento da incidência e severidade da doença durante o período de coleta dos dados climáticos, a ocorrência natural da doença na área experimental de café da Embrapa Meio Ambiente assegura a obtenção dos dados durante a execução das ações e permite o acompanhamento da incidência da doença em diferentes anos agrícolas e identificações de variações nos parâmetros climáticos que suportem a tomada de decisões para o manejo fitossanitário pelo produtor.

Para o chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Morandi, a implantação do sitIoT no campo experimental da Unidade abre novas oportunidades de parcerias e inclui a Embrapa em mais uma ação no caminho da revolução digital na agricultura. “A integração de forças e conhecimentos é o caminho para a inovação na agricultura, se beneficiando do rápido avanço das tecnologias de comunicação e informação, para a solução de problemas. Em especial aqui do manejo de doenças, que é um grande desafio dos agricultores, e que demanda cada vez mais inovações para adaptação às mudanças do clima.”

Por SENAR/MS*

A tecnologia em favor do setor produtivo. O perfil empreendedor do produtor rural tem ampliado as técnicas de produção e manejo no campo para atender uma demanda crescente e cada mais exigente, sem deixar de lado a preocupação com a sustentabilidade ambiental e os desafios das mudanças climáticas.

Diante desse cenário, o SENAR/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural lançou neste mês o curso de utilização de drones como tecnologia de precisão. O curso possibilita que o participante defina os conceitos, conhecendo a legislação e regulamentação vigente para uso da tecnologia aplicada no ambiente rural, além de aprender as mais modernas metodologias de planejamento na execução de voos, com foco nas diferentes áreas do agronegócio.

“Até recentemente, a forma mais avançada de monitoramento utilizava imagens de satélite, extremamente caras e imprecisas. Hoje, a tecnologia oferece uma grande variedade de possibilidades de monitoramento de safra por um menor custo, e pode ser integrada em todas as fases do ciclo de vida da lavoura”, aponta a analista educacional do SENAR/MS, Elisa Rodrigues.

Segundo Elisa a utilização dessa ferramenta permite que a agricultura se torne altamente orientada por dados, o que eventualmente conduz a um aumento de produtividade e de rendimento, bem como a pecuária e a silvicultura. “Devido à facilidade de uso e ao baixo custo, os drones podem ser usados para produzir animações em sucessão cronológica mostrando o desenvolvimento exato de uma lavoura. Essa análise pode revelar ineficiências de produção e levar a uma melhor gestão de lavouras. A demanda do agro será principalmente por drones altamente automatizados com câmeras e sensores mais sofisticados”, explica.

Sobre o curso – A capacitação faz parte do Programa Especial de Agricultura de Precisão. O Sindicato Rural de Dourados formou duas turmas-piloto para o treinamento de 26 pessoas nesta última semana. O curso aborda as noções gerais sobre a ferramenta e técnicas de pilotagem, obtenção e processamento de dados e interpretação e tomada de decisão baseado em dados obtidos por meio desta tecnologia.

“O SENAR/MS está trazendo pra seu portfólio de curso algo diferenciado apostando nesse tema que é tão relevante no processo produtivo atual. Os alunos que concluíram o curso saem bem satisfeitos e cheios de ideias para começar a utilizar essa tecnologias em suas propriedades e atividades produtivas, com a certeza de que os drones são verdadeiros aliados no dia-a-dia do campo”, destacou o instrutor do SENAR/MS, Thamylon Camilo Dias.

Pré-requisitos: para participar o aluno deve ter 18 anos completo, ensino fundamental completo, ter noções básicas de informática, e estar envolvido diretamente ou indiretamente com atividades rurais. Durante a capacitação deve priorizar o uso de boné ou protetor solar para a aula prática, calçado fechado, camisa manga longa.

Evento em novembro – No dia 22 de novembro, a partir das 18 horas, o SENAR/MS e o Grupo Novo Olhar, com apoio da Embrapa Gado de Corte, realizam um ciclo de palestras sobre drones e suas aplicações no agronegócio do futuro. O evento acontece na Casa Rural, e as inscrições são gratuitas. Mais informações clique aqui.

 

Por Equipe de Comunicação Digital • Postado em Agricultura de Precisão • Tagged Seja o primeiro a comentar

Por SENAR/MT*

Manejo integrado de informações e tecnologias fundamentado nos conceitos de que as variabilidades de espaço e tempo influenciam nos rendimentos dos cultivos. É assim se pode definir o a Agricultura de Precisão (AP). Considerada uma filosofia visa o gerenciamento mais detalhado do sistema de produção agrícola como um todo, não somente das aplicações de insumos ou de mapeamentos diversos, mas de todo os processos envolvidos na produção.

O termo engloba o uso das mais diversificadas tecnologias atuais para o manejo de solo, insumos e culturas, de modo adequado às variações espaciais e temporais em fatores que afetam a produtividade das mesmas. A agricultura de precisão é o conjunto de tecnologias cujo objetivo é aumentar a eficiência, com base no manejo diferenciado de áreas na agricultura.

É importante destacar que para se ter sucesso na Agricultura de Precisão é preciso ter profissionais qualificados para utilizar 100% do que as máquinas e equipamentos ofertam para o trabalho cotidiano. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (SENAR-MT) oferece o treinamento de Tecnologia de Máquinas de Precisão que tem como objetivo ensinar o participante a utilizar da melhor forma as tecnologias embarcadas em maquinas agrícolas.

Engana-se, porém, quem pensa que a Agricultura de Precisão está relacionada apenas ao emprego de máquinas e tecnologias sofisticadas, pois este princípio de agricultura vai além, constituindo-se em um sistema de ações que levem a um manejo mais eficiente dos fatores de produção associados às condições de diversidade de uma área agrícola. Isto porque esta técnica não consiste simplesmente na habilidade em aplicar tratamentos que variam de uma área para outra, porém, ela deve ser considerada com a habilidade em monitorar e acessar a atividade agrícola, precisamente em um nível local, tanto que as técnicas de agricultura de precisão devem ser compreendidas como uma forma de manejo sustentável.

A Agricultura de Precisão é definida com base nas tecnologias que permitem que ela seja realizada como Sistema de Posicionamento Global (GPS) ou sistemas de taxa variável. Porém, tão importantes quanto os dispositivos, é perceber que a informação usada ou coletada é o ingrediente chave para o sucesso do sistema. O conceito de agricultura de precisão se distingue da agricultura tradicional por seu nível de manejo. Em vez de administrar uma área inteira como uma única unidade, o manejo é adaptado para pequenas áreas dentro de um campo.

É importante destacar que a Agricultura de Precisão não está relacionada somente ao uso de ferramentas de alta tecnologia, pois os seus fundamentos podem ser empregados no dia a dia das propriedades pela maior organização e controle das atividades, dos gastos e produtividade em cada área. O emprego da diferenciação já ocorre na divisão e localização das lavouras dentro das propriedades, na divisão dos talhões ou piquetes, ou simplesmente, na identificação de “manchas” que diferem do padrão geral. A partir dessa divisão, o tratamento diferenciado de cada área já está dentro do conceito de Agricultura de Precisão.

HISTÓRIA – De acordo com o professor Luiz Antonio Balastreire, no Brasil, as primeiras ações de pesquisa na área foram realizadas na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) em 1997, onde um trabalho pioneiro com a cultura de milho resultou no primeiro mapa de variabilidade de colheita do Brasil. A partir de então houve também crescimento nas iniciativas de pesquisa/extensão em agricultura, com envolvimento de instituições como Esalq-USP, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Embrapa, Fundação ABC, Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e em dezenas de outras empresas privadas do setor agrícola e tecnológico

Por Equipe de Comunicação Digital • Postado em Agricultura de Precisão2 comentários

Embrapa Informática Agropecuária*

Foto: Lilian Alves

As novas tecnologias de informação e a internet das coisas (IoT), caracterizada pela comunicação entre máquinas, têm grande potencial de melhorar os processos produtivos e trazem oportunidades, tanto sob o aspecto da pesquisa agropecuária como das aplicações no campo. Mas os desafios para o desenvolvimento e a implantação também são enormes, de acordo com especialistas que participaram do 11º Congresso Brasileiro de Agroinformática – SBIAgro 2017, cujo tema foi “Ciência de dados na era da agricultura digital”.

Tornar a agricultura cada vez mais digital é um objetivo que depende de diversos fatores que vão da criação de soluções, conectividade até a capacitação da mão de obra. As aplicações para a tomada mais assertiva de decisão pelo produtor rural envolvem coletas de milhares de dados por sensores e robôs ou máquinas automatizadas, alto processamento de informações e de imagens, e análises. O pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária Thiago Teixeira Santos explica que com a redução dos custos da microeletrônica e das telecomunicações uma série de alternativas de IoT se tornaram viáveis e deve surgir uma nova onda de desenvolvimento no agronegócio.

Há uma variedade enorme de soluções computacionais e mecanizadas, como aplicação de defensivos e irrigação de forma mais racional, plantio e colheita conforme condições meteorológicas locais, sem falar nos sistemas de gerenciamento das propriedades. Entretanto, interpretar essa quantidade imensa de dados para extrair informações relevantes e integrar tudo isso em soluções que garantam o aumento da qualidade da produção agrícola é um dos principais desafios para as instituições e profissionais que atuam no setor.

Pesquisas com comunicação a longa distância usando dispositivos móveis e a IoT oferecem muitas potencialidades para o agronegócio, com economia de recursos naturais e impacto no aumento da produtividade, conforme a professora do Instituto de Computação da Unicamp Juliana Borin. “A tecnologia é bastante intensiva no Brasil no agronegócio”, afirma Ricardo Inamasu, pesquisador da Embrapa Instrumentação. Ele conta que o setor é muito receptivo às inovações, pois incorporou a agricultura de precisão com facilidade, e que existe grande potencial para a informatização.

Apesar de reconhecer as oportunidades da quarta revolução baseada em IoT e big data, com uso de satélites, sensoriamento remoto e grandes bases de dados, Inamasu diz que ainda é preciso uma estratégia mais eficiente para coletar os dados no campo. Os drones estão vindo com muita força, mas é uma tecnologia que está amadurecendo, na visão do pesquisador. “Todas essas informações precisam estar integradas e aumentar a eficiência da produção”, defende.

Difusão da internet das coisas

Os aspectos tecnológicos, socioeconômicos e regulatórios que representam uma barreira à introdução da IoT na agricultura foram analisados por integrantes do consórcio responsável pelo Plano Nacional de Internet das Coisas, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O pesquisador do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) Fabrício Lira Figueiredo afirma que a infraestrutura de conectividade é o maior entrave para a difusão da IoT na agropecuária.

“É um desafio não só para o Brasil, mas para o mundo todo essa questão de conexão no campo”, disse Figueiredo durante o SBIAgro 2017. “Uma vez vencida a barreira da conectividade, vem a questão da sustentabilidade, algo extremamente crítico porque precisamos alimentar nove bilhões de pessoas até 2020. É preciso conhecer os limites e crescer de forma responsável”, enfatizou. Ele ainda destacou o crescimento significativo nos últimos dois anos das agtechs, startups ligadas ao agronegócio, principalmente nas regiões de Campinas e Piracicaba, que têm buscado formas mais simples de coletar dados no campo e processá-los.

A consultora de software na ThoughtWorks Brasil Desiree Santos lembra que hoje o novo perfil dos produtores, mais abertos às mudanças tecnológicas, facilita a adoção das novidades. Para o pesquisador da Universidade de Porto Alípio Jorge, a inteligência artificial e o aprendizado de máquina – machine learning – já apresentam resultados impressionantes para resolver problemas enfrentados pelo agronegócio. Contudo, é importante avaliar os riscos relacionados à sustentabilidade do meio ambiente e os impactos da robotização no mercado de trabalho, pondera.

Futuro da agricultura

O futuro será cada vez mais intensivo em dados; por isso, é fundamental extrair conhecimento deles para ajudar a sociedade, de acordo com a professora Cláudia Bauzer Medeiros, do Instituto de Computação da Unicamp. Cláudia acredita que há muito potencial em pesquisa voltada à agricultura do ponto de vista social que ainda não é bem explorado. Também ressalta que o setor de saúde vem usando várias tecnologias digitais que podem ser adaptadas para o agrícola.

A agricultura já passou por diversas revoluções, mas o diferencial é que essa transformação digital é capaz de convergir várias áreas, como a instrumentação, ferramentas de edição genômica, técnicas de melhoramento genético e bioinformática, por exemplo. O pesquisador Édson Bolfe, da Secretaria de Inteligência e Macroestratégia da Embrapa, aponta que a Empresa está trabalhando com o conceito de alimento e não apenas do ponto de vista da comida. Todas as questões relacionadas ao clima, ao solo e à planta devem estar integradas para se superar os desafios de uma demanda crescente por alimentos sem expansão de terras e num contexto de restrição de recursos naturais.

Como inserir tudo isso no processo produtivo? Para a chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Massruhá, é preciso refletir sobre essa questão e ajudar a encontrar caminhos para tornar a agricultura cada vez mais conectada, com a automação de processos e tecnologia de ponta no campo e em toda a cadeia produtiva, incluindo desde a fase de produção e o processamento até a logística de distribuição.

No SBIAgro 2017, Silvia explicou que a Embrapa Informática Agropecuária desenvolve uma série de pesquisas em bioinformática, mudanças climáticas, automação e interoperabilidade de dados. “A Embrapa tem um papel importante nesse contexto para fomentar essa agricultura digital. É preciso estabelecer parcerias, investir nas startups e pensar em novos modelos de negócios para fortalecer esse ecossistema de uma agricultura mais conectada e baseada em conhecimento digital”, pontua.

“O produtor precisa ver o valor real para adotar a tecnologia”, falou o diretor da Falker, Marcio Albuquerque, durante o congresso. Ele ponderou que a revolução digital ocorre de forma acelerada em vários setores, mas que a agricultura não segue a mesma velocidade. Apenas 15% da agricultura brasileira está adotando a agricultura de precisão, embora essa tecnologia esteja disponível há mais de uma década”, ponderou. Além de investir em capacitação, há questões econômicas intrínsecas à atividade agrícola que precisam ser consideradas, como a falta de competição entre os produtores, diferente do que ocorre em outros mercados, na opinião do diretor.

Mostrar para o produtor como essas ferramentas contribuem para a melhoria da gestão da propriedade é fundamental. Também é importante desenvolver tecnologia nacional para que o País seja competitivo, segundo Albuquerque. O analista de planejamento agrícola Adriano Lobato, da SLC Agrícola, um dos painelistas do SBIAgro, confirmou que a adoção de tecnologia no campo pela empresa sempre leva em conta qual é o valor agregado. Por isso, usam sistemas de gestão e estão implantando um modelo piloto para coleta de dados climáticos na propriedade, desenvolvido por uma consultoria em parceria com uma universidade, a partir da demanda de produtores locais.

Lobato reconhece que a informatização dos processos no campo é necessária, mas aponta que falta um sistema integrado. “São muitas máquinas, softwares, que não se conversam. Precisamos integrar tudo”, afirma. A integração passa pelo desenvolvimento de pesquisas e equipamentos, oferta de infraestrutura e até mudanças culturais.

 

Por Equipe de Comunicação Digital • Postado em Agricultura de Precisão • Tagged Seja o primeiro a comentar

Por SENAR Paraná* 

Tecnologia deixou de ser futuro no meio rural para se tornar realidade, a ponto de interferir nos índices de produtividade e colaborar para a permanência do jovem na atividade

Uma avalanche de bytes, megabytes, startups e outros incontáveis processos tecnológicos tem soterrado os produtores rurais. Diante do desafio de absorver as ferramentas (úteis) ofertadas pelo mercado, agricultores estão de olho no que pode (ou não) potencializar a gestão da propriedade, alavancar os índices de produtividade e os negócios e, de quebra, reduzir os custos de produção.

Esse processo de transformação, ainda colabora diretamente para combater um dos principais desafios do agronegócio: a permanência dos jovens no campo.

Essas mudanças de comportamento dentro da porteira, com a tecnologia fazendo parte da rotina, aliada à necessidade de acompanhar o dinamismo do setor colocaram a propriedade, literalmente, na palma da mão do produtor. Uma infinidade de softwares e startups (empresas de aplicativos voltadas para ideias inovadoras) permitem a gestão da atividade, independente da produção, se grãos, aves, suíno ou outra, ao simples toque dos dedos, mesmo que a quilômetros de distância. De acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), quase quadruplicou o número de startups ligadas à agricultura – as chamadas agritechs ou agtechs – nos últimos dois anos, chegando próximo de 200 no país.

“O campo está cada vez mais rápido, cheio de transformações. Os dados são um recurso natural bastante valioso, que ajudam os agricultores quando transformados em conhecimento para a tomada de decisões e soluções”, aponta Ricardo Horiuchi, especialista da multinacional canadense Thomson Reuters. “Os produtores precisam captar os cenários, separar as informações e transformar em negócios”, complementa.

Leia a matéria completa aqui.

 

Por Equipe de Comunicação Digital • Postado em Agricultura de Precisão • Tagged Seja o primeiro a comentar