18 abr 2018

Dia de campo ABC Cerrado em Brasília de Minas supera expectativas

O Sindicato dos Produtores Rurais de Brasília de Minas e o Senar Minas realizaram um Dia de Campo para apresentar e divulgar o resultado do trabalho desenvolvido dentro do Projeto ABC Cerrado no norte do estado. O evento foi realizado na Fazenda Buritizinho e contou com a participação de 125 produtores, sendo 24 deles assistidos pelo programa.

O coordenador do ABC Cerrado em Minas Gerais, Caio Sérgio Oliveira, apresentou aos produtores as diretrizes e tecnologias adotadas pelo programa e sua importância para uma produção sustentável.  Já o instrutor Eugênio José Silveira falou sobre os sistemas de produção adotados de Recuperação de Pastagens Degradadas e Integração Lavoura Pecuária.

O técnico de campo Wender Guedes Borges apresentou os resultados conquistados na fazenda Buritizinho, onde foram adotadas tecnologias de Integração Lavoura Pecuária (ILP), que além de produzir alimento para o rebanho no período da seca, também tiveram suas pastagens recuperadas. Foram apresentados também os dados gerenciais da fazenda, mostrando a evolução dos índices econômicos e zootécnicos após o início da ATeG.

Segundo ele, o plantio foi feito com a adoção de medidas de conservação de solo e água por meio de curvas em nível.  Com um custo médio por hectare de R$ 3.248,00 (desde o plantio até o silo pronto), com uma produção média por hectare de 42,85 toneladas e o custo por tonelada produzida de R$ 75,79. “Além de uma produção de alimento a baixo custo, a pastagem recuperada ficou como lucro”.

O proprietário da fazenda, Valdir Ferreira de Aquino, fez um comparativo do antes e depois do ABC Cerrado. “Antes eu achava que produzir era só plantar e colher. Hoje eu sei que tenho que fazer correção de solo, curva de nível, usar semente de qualidade, fazer planilha de custos de produção e ganhos. Na verdade, eu não conhecia minha propriedade e trabalhava sem tecnologia. Eu nem sabia que a pastagem era uma cultura, nem quanto gastava e nem quanto ganhava. Hoje sei que a propriedade é uma empresa e como tal tem que dar lucro”, disse.

De pé, o produtor Valdir, dono da fazenda (esquerda), e o técnico ABC Wender, falam aos presentes

Supervisores do Projeto ABC Cerrado, Rodrigo Vargas e Ricardo Tuller, disseram que o evento superou as expectativas. Eles consideram que os produtores presentes se interessaram pelo projeto ao conhecerem as vantagens de uma produção sustentável. Neste ano, serão constituídas cerca de 15 turmas, com 20 a 25 produtores, que serão capacitados em tecnologias de recuperação de pastagens degradadas. Com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento da agropecuária com tecnologias de baixa emissão de carbono.

Participaram do evento produtores rurais dos municípios de Brasília e Icaraí de Minas, Japonvar, Lontra e São João da Ponte, que ficaram impressionados com os resultados apresentados. Também estiveram presentes, os supervisores e técnicos de campo do programa. Os próximos Dias de Campo serão realizados em Itamarandiba (29/04); Caetanópolis (12/05); e Sete Lagoas (23/05).

Assessoria de Comunicação Senar Sistema Faemg


28 nov 2017

Workshop levanta resultados do ABC Cerrado em 2017

Brasília (27/11/17) – O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) promoveu nesta segunda (27) o workshop Lições Aprendidas do Projeto ABC Cerrado, com a presença de representantes das Administrações Regionais de Goiás, Maranhão e Minas Gerais, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Embrapa, Banco Mundial e produtores rurais de Goiás e Maranhão.

O projeto é uma iniciativa conjunta do SENAR, MAPA e Embrapa com recursos do Banco Mundial, para incentivar o produtor a adotar tecnologias de baixa emissão de carbono com foco na produção sustentável.

No workshop, os participantes apontaram a Assistência Técnica e Gerencial do SENAR como um dos diferenciais do projeto.

“Aprendemos muito sobre recuperação de pastagens, análise de solo e há um ano estamos recebendo assistência técnica voltada à iLPF. Os resultados até agora são excelentes pois já conseguimos agregar valor ao rebanho, mais arroba por hectare e, com a renovação da pastagem e o sombreamento das árvores, temos também maior conforto para nosso animais”, disse Walter Gomes Lima Jr., produtor de gado de leite e de corte em Bacabal no Maranhão.

Para Luiz Oswaldino Curado, pecuarista, a assistência técnica é necessária em uma atividade dinâmica como a pecuária. Ele faz recuperação de pastagens na propriedade em Nazário, Goiás.

”O Projeto ABC Cerrado veio em boa hora para nos conscientizarmos do que precisamos mudar na propriedade. Com a assistência técnica, já estou conseguindo conhecer melhor meu próprio negócio e a lidar com os dados que levantei com auxílio do técnico de campo do SENAR.”

No Maranhão, os resultados do projeto estão servindo de vitrine para produtores que ainda não participam da iniciativa. “O produtor está mais aberto porque está vendo ao lado dele alguém que está fazendo algo e, com isso, percebe que adotar tecnologias de baixa emissão de carbono é uma realidade para ele também”, afirmou Aline Albuquerque, gestora do ABC Cerrado no estado.

A gestora frisou que o projeto tem dado tão certo no estado que existe uma rede de contatos entre produtores, que se visitam e se organizam para comprar insumos a fim de baratear os custos.

“O que motiva o produtor é ver resultado. E temos muitos resultados positivos para servir de vitrine para outros produtores adotarem as tecnologias ABC”, afirmou Mateus Tavares, coordenador do ABC Cerrado no SENAR.

O representante do Ministério da Agricultura, Sidney Medeiros, destacou que um workshop como esse serve para verificar o que está sendo feito corretamente e o que é preciso melhorar.

“O SENAR executa uma política pública e nosso objetivo é fazer dessa política a melhor possível. E, ao ouvir dos principais atores que participam do projeto onde poderemos melhorar, essa melhoria pode ser incorporada no MAPA, Embrapa e no SENAR, para que o ABC Cerrado e também projetos futuros possam ser executados de uma maneira mais eficaz”.

O pesquisador da Embrapa Cerrados, Paulo Fernandes, frisou a importância de se reunir as pessoas envolvidas para que o projeto evolua com a participação de quem recebe o conhecimento na ponta. “Trazer os produtores e os parceiros é fundamental e ponto passivo no sentido de crescimento institucional e de parcerias.”

Assessoria de Comunicação Sistema CNA/SENAR
Fotos: Tony Oliveira


22 nov 2017

Capacitação e Assistência Técnica são caminho para aumentar rentabilidade do produtor

*Por Sistema CNA/SENAR

 

Campo Grande, MS (22/11/17) – A capacitação associada à inovação tecnológica e à Assistência Técnica é o caminho para melhorar os resultados da propriedade, tornando o negócio mais rentável e, consequentemente, mais sustentável também.

Essa é a conclusão dos participantes da Missão do Banco Mundial que visitou, esta semana em Mato Grosso do Sul, duas propriedades rurais atendidas pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) dentro do Projeto ABC Cerrado do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) na tecnologia de recuperação de pastagens degradadas.

O projeto é desenvolvido pelo SENAR em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Embrapa e com recursos do Banco Mundial.

“As experiências das propriedades que visitamos são muito interessantes e mostram que somente com a assistência técnica do SENAR os produtores investiram recursos do próprio bolso para melhorar as pastagens e todo o sistema produtivo, com possibilidades, inclusive, de expandir para áreas vizinhas. São resultados excepcionais e eu, pessoalmente, gostaria de poder fazer mais para ampliarmos o projeto e aumentarmos os resultados”, destacou o gerente do ABC Cerrado no Banco Mundial, Maurizio Guadagni.

Para Sidney Medeiros, do MAPA, o ABC Cerrado é uma experiência bem-sucedida que possibilita ao produtor ter retorno econômico associado à mitigação dos gases de efeito estufa, além de maior resiliência e melhor adaptação aos eventos climáticos extremos.

“Com esses resultados iniciais do projeto o ministério ratifica o posicionamento anterior de que o fornecimento de assistência técnica de qualidade é um grande motivador e uma grande ferramenta para sensibilizar o produtor a adotar as tecnologias de baixa emissão de carbono.”

O pesquisador da Embrapa, Tallyrand Moreira, reforçou a importância do projeto para o desenvolvimento da agropecuária. “Foi muito bom de ver as soluções tecnológicas, resultado das pesquisas da Embrapa, sendo aplicadas nas propriedades e trazendo resultados para o produtor.”

A propriedade visitada nesta terça-feira (21) pertence ao veterinário e pecuarista Renê Miranda, do município de São Gabriel do Oeste. Ele produz e comercializa touros com melhoramento genético para reprodução.

Depois do projeto ABC Cerrado e da Assistência Técnica, Miranda recuperou a pastagem e também investiu no Sistema Plantio Direto para produção de milho para alimentação de inverno do gado. Antes, o grão era comprado.

“Sempre procurei por inovação, nunca me acomodei e foi nessa busca por capacitação que descobrimos o ABC Cerrado. Acredito que é um projeto que vem ao encontro das necessidades da pecuária sul-mato-grossense. Ele encaixa como uma luva e cabe a cada um adaptar às suas necessidades. Para nós, o principal foi a capacitação e o monitoramento técnico mensal. Isso fez toda a diferença.”

A propriedade tem 270 hectares e aproximadamente 900 animais. Além da pecuária, o produtor investe na recuperação de nascentes e planeja criar uma fossa séptica e um sistema de energia solar.

A Missão terminou com uma visita à Sede do Sistema FAMASUL/SENAR-MS, em Campo Grande.

“Essa parceria do SENAR com Ministério da Agricultura, Embrapa e Banco Mundial foi fundamental para que o SENAR Mato Grosso do Sul conseguisse vencer o desafio de levar o conhecimento produzido pela comunidade científica aos produtores e garantir efetividade nas nossas ações de melhorar a qualidade de vida dos produtores rurais”, afirmou o superintendente do SENAR/MS, Lucas Galvan.

Na avaliação do coordenador do ABC Cerrado no SENAR Nacional, Mateus Tavares, os resultados observados estão acima do esperado, tanto para a entidade quanto para os parceiros.

“Vimos a incorporação real das tecnologias ABC nas propriedades e conseguimos compará-la à situação anterior às intervenções. Com isso, a expectativa é abrir portas para novos projetos e ter a assistência técnica como carro-chefe para levar mais tecnologia para dentro da porteira e, consequentemente, melhores resultados para a produção agropecuária brasileira.”

Assessoria de Comunicação do Sistemja CNA/SENAR
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22 nov 2017

Assistência Técnica e Gerencial do SENAR muda realidade de produtor em Mato Grosso do Sul

*Por Sistema CNA/SENAR 

 

Campo Grande, MS (21/11/17) – A Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) mudou os rumos da propriedade da família Vilela Assunção em Paranaíba, Mato Grosso do Sul. Há quatro anos, os produtores Manoel Vital e o neto José Renato Vilela Assunção decidiram investir na recuperação de pastagens degradadas e entraram para o programa Mais Inovação, do SENAR/MS.

A Fazenda da família foi um dos destinos da comitiva do Projeto ABC Cerrado na segunda (20). Representantes do SENAR Nacional, SENAR/MS, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Embrapa e Banco Mundial visitaram a propriedade para conhecer in loco os resultados da Assistência Técnica e Gerencial.

A família Vilela tem 1,5 mil animais para recria e terminação. Começaram a recuperar a pastagem, inicialmente, em uma área de 48 dos 700 hectares da propriedade. Hoje, já são 350 hectares recuperados, com resultados que apontam pastagens mais vigorosas, animais mais sadios e um ciclo de engorda mais curto.

Os produtores entraram para o Mais Inovação depois de um dia de campo no município de Três Lagoas onde conheceram uma propriedade atendida pelo programa. Para José Renato Vilela Assunção, esse foi o pontapé para o sucesso da Fazenda Boa Esperança, propriedade da sua família.

Produtor José Renato Vilela Assunção

“Essa visita gerou curiosidade em nós e, a partir daí, decidimos investir. Nesses quatro anos de Assistência Técnica, tivemos excelentes resultados como ganho de peso dos animais e maior taxa de lotação dentro da propriedade, liberando automaticamente o restante da área para outros tipos de animais e também para aumento da qualidade das outras áreas”, explicou.

Na avaliação da Coordenadora da Área Técnica do SENAR/MS, Mariana Urt, o início da ATeG na propriedade da família Vilela Assunção foi um desafio, por ser o início de um processo de sucessão familiar.

“O neto estava disposto a inovar, mas o avô tinha certa resistência. Após o segundo ano de acompanhamento e resultados positivos o trabalho fluiu, mas sempre aliando novas tecnologias com a experiência do senhor Manoel. Essa visita que fizemos foi muito importante para eles, pois se sentiram valorizados e perceberam que realmente estão no caminho certo”.

O gestor do Projeto ABC Cerrado no SENAR Nacional, Mateus Tavares, destacou a importância de o produtor querer a inovação na propriedade para que os resultados apareçam. A Assistência Técnica e Gerencial é uma das etapas do projeto em cinco estados que ofertam o ABC Cerrado: Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Tocantins.

“É preciso alinhar a Assistência Técnica com o trabalho do produtor, que precisa querer inovar. Assim, será possível alcançar resultados tão bons quanto o que observamos na Fazenda Boa Esperança”.

A comitiva visita nesta terça (21) uma outra propriedade, no município de São Gabriel do Oeste, para conhecer os resultados do Projeto ABC Cerrado.


16 nov 2017

SENAR apresenta resultados da segunda fase do ABC Cerrado

 

 O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) recebeu o novo gerente do Projeto ABC Cerrado no Banco Mundial, Maurízio Guadagni, na terça (14) para mostrar os resultados obtidos com o projeto.

O coordenador do ABC Cerrado no SENAR, Mateus Tavares, apresentou as formas de atuação do SENAR no Brasil e fez um panorama das tecnologias de baixa emissão de carbono: Recuperação de Pastagens Degradadas, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, Florestas Plantadas e Sistema Plantio Direto.

Coordenador do ABC Cerrado no SENAR, Mateus Tavares

“A maior procura é pela capacitação em Recuperação de Pastagens Degradadas com 83% da demanda, seguida da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta com 11% do interesse dos produtores do bioma Cerrado”, explicou Tavares.

“Mais de 1.600 propriedades rurais de Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Tocantins recebem a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do SENAR no projeto”, acrescentou Tavares.

Janei Resende

“Estamos satisfeitos com os resultados que conseguimos alcançar até o momento”, destacou Janei Resende, coordenadora de Projetos e Programas Especiais da Diretoria de Educação Profissional e Promoção Social (DEPPS) do SENAR.

A Diretora de Educação Profissional e Promoção Social do SENAR, Andrea Barbosa, explicou ao gerente do Banco Mundial que os Sindicatos Rurais são os principais parceiros do SENAR para a execução das ações nos estados.

“Eles conhecem as propriedades e as particularidades de cada local. Isso ajuda o SENAR a chegar aos produtores para oferecer as capacitações”, afirmou Andrea.

Andrea Barbosa

Ela explicou ao gerente do Banco Mundial é que a ideia é que o produtor participe das capacitações do ABC Cerrado, receba ATeG por um determinado período e, posteriormente, desenvolva as atividades agropecuárias com o conhecimento adquirido com o SENAR.

Maurízio Guadagni

Maurízio Guadagni afirmou que a proposta do projeto “é muito interessante”. “Vamos fazer tudo o que for possível para ampliá-lo e levar tecnologias para outras áreas”, destacou.

Saída a campo – No domingo (19), Guadagni segue em missão ao Mato Grosso do Sul junto com equipes do SENAR, do Ministério da Agricultura e da Embrapa para conhecer os resultados em campo.  Serão visitadas propriedades atendidas pelo Projeto ABC Cerrado e recebem a ATeG do SENAR há um ano.

As inscrições para as capacitações do Projeto ABC Cerrado continuam abertas e serão mais de 2.000 vagas em 2018.

Para informações sobre os pré-requisitos e efetivar a inscrição, acesse:

http://www.senar.org.br/pre-inscricao-do-processo-de-mobilizacao